A Rua Nova de Santa Cruz, em Braga, é uma rua feia e com ar sujo; isto incomoda-me especialmente, porquanto passo por lá amiúde a pé.
Na extremidade do lado de Gualtar, junto à universidade, há prédios recentes, com apartamentos alugados a estudantes, que têm, ao nível da rua, uma profusão de bares, cafés, serviços de fotocópias, de informática e todos os negócios dirigidos a estudantes.
Todas as paredes e colunas destes prédios estão forradas por cartazes em variado estado de decomposição, colados uns sobre os outros.
De manhã acontece frequentemente o chão estar juncado de copos de plástico, garrafas de cerveja e até vomitado, despojos de refregas nocturnas. Funcionários municipais lá vêm recolher a maior parte desse lixo e mais tarde o aspecto é menos repugnante.
A rua desenvolve-se numa sequência que alterna casas abandonadas com construções mais modernas, sem qualquer lógica e com um aspecto geral de desordem.
Os passeios são inicialmente de cimento cheio de remendos para passarem a lajes de granito, antigas mas desniveladas pelos carros que lhes pisam em cima. Sucedem-se as oficinas de automóveis, armazéns de vidro, vinhos e uma variedade de outras coisas, que são sempre motivo para veículos comerciais estacionarem com as rodas em cima do passeio.
Mais adiante há um jardim particular, sobreposto a um muro mais alto que uma pessoa, que passa despercebido a muita gente. O jardim está um bocado abandonado, mas sempre é uma mancha verde. 
O Café Novo merece uma menção, porque à sua frente cheira a ranço, resultado do óleo de frituras que é despejado na rua e tem degradado o pavimento.
Já próximo da Rua da Fábrica fica a antiga fábrica de sabonetes Confiança, com os vidros quase todos partidos.
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