Quem hoje passear pelos caminhos da Serra d’Arga apercebe-se de que a paisagem está dominada por uma planta de espinhos muito duros, que forma maciços impenetráveis. Esta planta invasora, de nome científico Hakea sericea e nome vulgar Háquia espinhosa é quase indestrutível, já que mesmo depois de um incêndio os seus frutos abrem e espalham as sementes a grandes distâncias. Originária do sudeste australiano, apareceu na África do Sul no final do século XIX, onde têm sido desenvolvidos vários esforços para a combater, incluindo meios biológicos.
Em Portugal está listada como espécie invasora desde 1999 e foi introduzida, aparentemente, para fazer sebes. O impacto visual e ecológico é dramático e, no caso da Serra d’Arga, cria grandes dificuldades a quem pretende fazer caminhadas. Mesmo os caminhos tendem a ser invadidos se não forem usados regularmente. Nos passeios que fiz pela serra durante o verão, de jipe ou a pé, foi uma presença constante e perturbadora.
Há informação sobre esta invasora numa página do Instituto de Conservação da Natureza. Uma tese de doutoramento na Universidade do Minho estuda a possibilidade de controlo através de um fungo.
Em 9 de Janeiro de 2011 o Público traz um artigo sobre o problema.
