Sinistralidade Rodaviária em Queda

Em 2008 houve menos acidentes, menos mortos e menos feridos graves nas estradas portuguesas do que no ano anterior, segundo o relatório anual da sinistralidade rodoviária. Esta tendência vem-se mantendo de forma consistente desde 1990, em consequência de várias medidas, nomeadamente campanhas publicitárias, aumento da fiscalização, melhoria das estradas e automóveis, penalizações mais graves, etc.

Surpreendentemente, os números do ano transacto revelam um aumento da sinistralidade dentro das localidades e com veículos de 2 rodas. Nitidamente há que tomar medidas específicas para estas situações.

A tecnologia actual já permite fazer uma limitação automática da velocidade, com base na utilização de um gps, por forma a que o veículo não ultrapasse a velocidade permitida em cada local; penso que há mesmo modelos que vêm equipados com essa possibilidade de origem. Seria viável legislar de forma a que todos os veículos tivessem obrigatoriamente que estar equipados com um limitador automático de velocidade; a medida seria verdadeiramente impopular mas penso que a dificuldade dos condutores em respeitar os limites de velocidade é, em grande medida, psicológica e diminui quando verificam que todos respeitam.

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2 comentários

Filed under sociedade

2 responses to “Sinistralidade Rodaviária em Queda

  1. Three Of Five

    A limitação compulsiva parece-me demasiado autoritária, afinal os condutores necessitam de uma habilitação para conduzir e são adultos supostamente responsáveis. Se não cumprem o código as autoridades deverão intervir explícitamente. Devem mostrar-se em vez de se esconderem. A sua presença explícita consegue “obrigar” ao cumprimento do código. A proposta que refere corresponde a tratar os cidadãos como crianças irresponsáveis em que temos que as proteger de todos os “brinquedos” a que possam ter acesso. Por outro lado como limitaria a velocidade? esta depende da via, das condições atmosféricas, do pavimento…..

    • José B. Almeida

      Respondo apenas ao aspecto tecnológico. Todos os condutores que já usaram GPS, e são cada vez em maior número, sabem que é possível accionar um alarme quando se excede o limite legal de velocidade no local em que se circula; em alguns casos o aparelho tem informação da redução do limite de velocidade, numa auto-estrada, quando se aproxima de uma portagem. Não constitui problema de maior fazer com que o GPS actue directamente sobre a viatura, limitando-lhe a velocidade ao mesmo tempo que dá o alarme.

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