A culpa era da Ministra

 

Quem ouviu os dirigentes sindicais à saída das reuniões com a Ministra da Educação, assistiu à entrevista que esta deu ontem à RTP e dá conta da intenção do PSD de deixar cair a exigência de suspensão do actual modelo de avaliação dos professores, chega à conclusão de que a maior parte dos problemas da classe foi, de facto, causada pela anterior Ministra, Maria de Lurdes Rodrigues.

 

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2 comentários

Filed under sociedade

2 responses to “A culpa era da Ministra

  1. Excelente… EXCELENTE POST… Sim, porque para os POSTS não há limites de EXCELENTES. E já agora, está mais que debatido… Só quem não quer entender as razões dos professores, quem é surdo dos olhos e cegos dos ouvidos (não é falha, é um trocadilho intencional!). Tal como este comentador diz (e bem, diga-se!) “A verdade não está sujeita a quotas. A questão posta assim é chocante.” E na verdade, se fôssemos a colocar as outras profissões neste mesmo pé de igualdade, na Turma da minha filha onde há vários alunos (muitos!) com notas de 18, 19 e 20, nunca haveria lugar para ECELENTE senão para uma aluna. E a minha filha, com 20 a todas as disciplinas (e manteve a nota nos exames de 11º ano, numa Escola Pública – ESAS – de BRAGA, espantem-se!) seria a única a ter o Excelente. Sim, porque a aplicar-se as mesmas taxas RIDÍCULAS, INJUSTAS (e já nem vou falar dos critérios ABSURDOS como ABANDONO ESCOLAR – que é culpa dos empresários que os empregam ou dos pais! – ou absentismo – que é da culpa exclusiva dos pais, ou será que os professores é que têm de ir buscar os alunos a casa? – e os resultados – ou será que a culpa de alguns alunos da turma da minha filhos terem só 12 de nota ou até negativa, terá sido porque os professores é que não estudaram para fazer os exames pelos seus alunos?!). Notem que, se calcularmos 5% dos cerca de 30 alunos da turma da minha filha, apenas 1,5 alunos – um aluno e meio (que metade do aluno seria escolhida…?). Porque é mesmo CHOCANTE. E não há volta a dar a este modelo. É verdade que o caminho se faz caminhando porque, passando várias vezes pelo mesmo trajecto, o caminho traça-se. Mas se o destino do caminho é o ABISMO, há que mudar de rumo. E este MODELO é em tudo ABSURDO… Nos seus critérios para chegar a TITULAR desde a nascença. Sofreu já tantas mudanças que é uma manta de retalhos que nem para cobrir os joelhos chega… Visitem ferreirablog

  2. Francisco Tavares

    A anterior ministra actuou bem no plano dos principios. É uma pessoa séria, honesta, bem intencionada, esforçada, posso dizer que ela procurou tornar o Sistema de Ensino melhor. Só quem estiver de má fé é que não reconhece isso. Eu percebo que a classe docente não gostasse dela. Mas chamarem-lhe sinistra? É evidente que os professores estão-se marimbando para a qualidade do ensino! Querem é do bom e do melhor com o menor esforço possível! Os interesses do país que se lixem. O que penso é que os modelos pedagógicos, hoje em vigor, estão irremediavelmente desactualizados! E não houve nenhum grupo de pedagogos que tentasse fazer outro melhor. Mas tem que ser criado outro. Eu percebo que isso é difícil. Porque, à medida que o tempo avança, as funções tornam-se mais complexas porque há mais conhecimentos, há mais liberdade, os alunos não podem ser “convencidos” por violência física. Volto a dizer, os pedagogos dormem a bom dormir, roncam e ouvem-se em todo o lado. Afinal, eles também são professores e quando a exigência bate à porta, o melhor é atirar para o lado. O governo é que o culpado. Os pais é que são os culpados, porque não dão uns tabefes aos filhos. Mas hoje a violência física é julgada e punida. Por isso digo: SENHORES PEDAGOGOS, PARA QUANDO UM MODELO PEDAGÓGICO ADAPTADO AOS TEMPOS DE HOJE? Estou a recordar aquele dito do estudante em Nantes, creio, no MAIO de 1968: ” É proibido proibir”. Se um aluno não pode ser proibido, como vamos “obrigá-lo a proceder correctamente”? A escola, em sentido lato, deve responder. Estou à escuta!

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