O Tambor de Lata

Sinto-me embaraçado ao constatar quanto me custou a leitura das 691 páginas deste livro do prémio Nobel Günter Grass, nomeadamente porque na contracapa se lê “Quando Günter Grass publicou O Tambor de Lata, em 1959, foi como se a literatura alemã tivesse renascido depois de décadas de destruição linguística e moral.”

O livro é a história, contada na primeira pessoa, do anão Oskar, que aos 3 anos, com 94 cm de altura, resolveu parar de crescer e mais tarde se permitiu crescer até 1,20 m, mas ficando com uma corcunda. Oskar exprime-se através dos ritmos que produz num tambor que sempre o acompanha e, durante a infância e juventude, é dotado de uma voz que lhe permite estilhaçar e esculpir vidro. Oskar está num asilo de alienados, mas só no fim se percebe porquê; a razão é tão delirante como o resto do livro.

A vida de Oskar passa-se inicialmente em Danzig, hoje Gdansk, e depois em Dusseldorf. A primeira fase decorre até quase ao final da segunda guerra, sendo a fase alemã já do pós-guerra. Fica-se a conhecer bastante da história atribulada da cidade de Danzig; o conhecimento prévio da história dessa região facilita ao leitor a compreensão de várias passagens. De qualquer forma, a narrativa oscila entre a verossimilhança e situações oníricas ou mesmo delirantes.

O autor mereceu certamente o prémio Nobel e é possível que este livro seja um marco na literatura alemã; para mim foi uma leitura penosa.

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