O Rastro do Jaguar

Uma narrativa, misto de ficção e de factos reais, sobre o Brasil na década de 1860, passando pela Baía, o sertão de Minas Gerais e as cochilas de Rio Grande do Sul, incluindo a devastadora guerra contra o Paraguai, em que o Brasil, a Argentina e o Uruguai esmagaram completamente o povo daquele país. Liderados por um visionário, López, os índios guaranis do Paraguai nunca se renderam, preferindo a aniquilação completa.

A narrativa faz-nos viver intensamente o dilema dos índios do Brasil, não só os guaranis, no Sul, como os botocudos em Minas Gerais. Incapazes de preservar a sua cultura, face a uma colonização que avançava inexoravelmente, os índios viram-se no dilema de ficar encurralados e sucumbir ou de aceitar trabalhar para os colonos, desenraizados.

Murilo Carvalho faz a narrativa através das memórias de Pereira, um jornalista do Le Figaro, de origem portuguesa, que seguiu para o Brasil na companhia de Pierre, que ia procurar as suas origens depois de descobrir que era um guarani levado para França em criança. O leitor fica rapidamente preso pela escrita cuidada e fluida do autor e as páginas vão passando, sem esforço, da primeira à última.

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