Gosto muito da Inês de Medeiros como actriz, mas não tenho qualquer opinião sobre o seu trabalho como deputada; de uma coisa tenho a certeza: discordo profundamente que lhe tenham sido atribuídas ajudas de custo e pagamento de viagens para se deslocar da sua residência em Paris até à Assembleia da República. Mesmo que este procedimento esteja coberto pela lei, o que parece duvidoso, é imoral. Não deveria ser possível um cidadão ser eleito por um círculo nacional declarando uma morada no estrangeiro e Inês de Medeiros sai mal neste processo; melhor fora que deixasse a política.
Editado: Aquilo que foi decidido atribuir a Inês de Medeiros foi um subsídio de deslocação correspondente ao ponto do território nacional mais afastado de Lisboa e não um subsídio de deslocação desde Paris. Fui induzido em erro pela notícia da comunicação social, o que lamento. Ver aqui.
