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Uma Deusa na Bruma

Uma Deusa na Bruma

João Aguiar volta aos tempos de Viriato, desta vez para nos contar uma história vivida nas povoações catrejas de Entre-Douro-e-Minho. O essencial da acção passa-se na povoação de Tarróbriga, nome inventado para a povoação que existiu no local do Castro de Tarroso, próximo da Póvoa do Varzim.

Os povos dos castros pré-romanos orientavam as suas vidas pelos ditames dos Deuses, os quais eram interpretados pelos augúrios e presságios, a que só alguns tinham acesso. Túrio é, desde que nasce, um rapaz diferente dos outros, com um ar frágil, certamente pouco vocacionado para a guerra e para a caça, mas é frequentemente visitado por Deuses, que falam pela sua boca mas não com a sua voz.

A importância de Túrio vem a ser reconhecida pelos Cpmpanheiros de Bandua, que se juntam a Viriato para combater os Romanos. A morte de Viriato, à traição, permite que os Romanos comecem a desbaratar os combatentes mal organizados da Lusitânia e, gradualmente, vão ocupando e destruindo todas as povoações por onde passam; Tarróbriga acaba também por ser incendiada. O Rio Lima, conhecido como o Rio do Esquecimento, deveria proporcionar uma última defesa contra os Romanos, porque não seria possível atravessá-lo sem conhecer os rituais propiciatórios; isto vem a revelar-se falso e o rio é atravessado sem dificuldade pelas tropas de Roma.