Exilados

Este romance de Manuel Arouca é profundamente lamecha. Cecília é uma jovem mulher perfeita; bonita, elegante, muito perspicaz, muito generosa, só que está casada com o opurtunista sem escrúpulos que é o Diogo. A história passa-se nos anos setenta e tem como pano de fundo a emigração de vários detentores de fortunas para o Brasil, após a revolução de 25 de Abril. Cecília é filha de um empresário de enorme sucesso, dono de um império que contempla, entre outras actividades, um banco em Portugal e uma fazenda de café em Angola. Cecília é a herdeira das qualidades de gestor do pai cujas empresas, apanhadas pelas nacionalizações, lhe fogem das mãos.

Depois de algum tempo na prisão, acusada de fascista, Cecília emigra para o Brasil, onde faz um scucesso imediato na sociedade carioca. Em pouco tempo lança, sempre com sucesso, um novo banco e roças de café e de arroz. O drama de Cecília é sentimental, porque está há muito apaixonada pelo filho dos caseiros de seus pais mas é fiel ao seu marido, com quem casou pela Igreja. É preciso aperceber-se da traição daquele, não com outras mulheres mas em termos políticos e de negócios, para que a sua mente aceite a ideia de divórcio. O final é típico de uma telenovela, com um epílogo para atar todas as pontas.

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