Nobel da física

O prémio Nobel da Física foi atribuído a dois investigadores russos, Andre Geim e Konstantin Novoselov, que trabalham na Universidade de Manchester, em Inglaterra, pela descoberta do grafeno. Este prémio causa-me alguma emoção, porque fui espectador, à distância, deste descoberta. Se o material foi isolado em Inglaterra, os estudos teóricos que permitiram compreender as suas propriedades e prever aplicações foram feitos na Universidade do Minho, pelo meu colega Nuno Peres, e na Universidade do Porto, por João Lopes dos Santos, contando com a colaboração do estudante de doutoramento Eduardo Castro. Lembro-me bem das palestras em que o grafeno foi apresentado aos investigadores e alunos da Universidade do Minho e do entusiasmo com que Nuno Peres ou os seus convidados faziam essa apresentação.

O mais curioso do grafeno é que sempre existiu e sempre esteve próximo de nós. A grafite, que é usada nas minas dos lápis de escrever é constituída por camadas sobrepostas de grafeno, camadas que se separam com facilidade e que dão à grafite o seu aspecto frágil. Mas cada uma das camadas, com a espessura de um único átomo, não se pode separar mais e é um material com propriedades surpreendentes; a novidade trazida por Geim e Novoselov foi que essas camadas podem ser preparadas e têm existência estável.

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