No dia 21 de Outubro de 2008 o Público titulava Portugal no topo das desigualdades da OCDE e dizia na notícia que no seu relatório “Crescimento e Desigualdades”, hoje divulgado, a OCDE afirma que o fosso entre ricos e pobres aumentou em todos os países membros nos últimos 20 anos, à excepção da Espanha, França e Irlanda, e traduziu-se num aumento da pobreza infantil. Os autores do estudo colocam a Dinamarca e a Suécia à frente dos países mais justos, com um coeficiente de 0,23, e o México no topo da tabela dos mais injustos (0,47), seguido da Turquia (0,42) e de Portugal e dos Estados Unidos (ambos com 0,32). No mesmo sentido vai a notícia da Antena 1 de ontem Portugal é um dos países onde há um fosso maior entre ricos e pobres.
Já em 15 de Julho de 2009 dizia o Jornal de Negócios Desigualdade entre ricos e pobres baixou em Portugal e no corpo da notícia, A disparidade entre os rendimentos na população portuguesa mais rica face à mais pobre diminuiu no ano passado e o risco de pobreza manteve-se, atingindo 18% dos portugueses. As conclusões constam do relatório do Instituto Nacional de Estatística sobre rendimento e condições de vida, hoje divulgado.
Hoje é o Público que coloca o título Portugal é um dos países com menor desigualdade no acesso à saúde infantil e bem-estar das crianças e no resumo da notícia Num ranking de 24 países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Portugal destaca-se pela positiva em matéria de igualdade de acesso a saúde e bem-estar, mas peca na educação e no bem-estar material.
As notícias só são notícia quando Portugal está num dos extremos da tabela mas neste caso até parece que podemos estar nos dois extremos ao mesmo tempo.
