A Hungria está a regressar gradualmente aos tempos pré-democráticos, tudo a pretexto de racionalização de custos e de combate à crise. Leis que limitam substancialmente a liberdade de imprensa, centralização de todos os órgãos de comunicação estatais, que apenas difundem notícias provenientes da agência estatal, taxas rectroactivas aplicadas a empresas estrangeiras e o que estará para vir. E é a Hungria quem detém a presidência da União Europeia.
O meu maior receio relativamente aos regimes democráticos é que detêm em si mecanismos para se auto-destruirem. Basta que um ditador consiga vencer eleições livres e democráticas para conseguir começar a impor restrições à liberdade que podem, em última análise, ditar o fim da democracia; a Hungria parece estar seguir essa via.