Egito ou Egipto?

Acho que já sabem que sou militante anti acordo ortográfico, por isso não tenho dúvidas sobre a forma que prefiro e que devo usar; para mim será sempre Egipto. Mas para quem quer seguir o acordo parece que é Egito, porque é assim que se pronuncia e parece que, segundo o acordo, a escrita passa a ser uma espécie de transcrição fonética. Só que aparece um problema, porque o uso comum é dizer “egiptólogo” e não “egitólogo” ou “egípcio” e não “egício”; então em que ficamos? Mantém-se a ideia de que a escrita é mera transcrição fonética ou faz-se uma lista de excepções ao acordo e coloca-se lá o Egipto?

Os linguistas têm que estar entretidos com alguma coisa, não é? Esta questão vai ocupar umas tantas cabeças durante algum tempo. Pode ser que enquanto pensam nisso deixem o rebautismo da sintaxe, que faz com que eu nunca saiba se o sujeito da oração ainda é sujeito ou passou a ser sintagma nominal ou outra coisa qualquer que parece que já lhe chamam agora.

 

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7 comentários

Filed under sociedade

7 responses to “Egito ou Egipto?

  1. jonathan sprada

    Egito refere-se ao Egito atual, e Egipto refere-se ao Antigo Egipto ou Egipto dinástico, da época dos faraós estudados pela egiptologia e pela arqueologia! Por isso em livros sobre a história do Egito está escrito Egipto, e em livros ou folhetos de viagens para o Egito-atual, está escrito Egito!

  2. A. Vale

    ,,, Sempre conheci um país chamado Egipto e este já era referenciado no Antigo Testamento aquando da fuga liderada por Moisés para libertar o povo judeu da escravidão.
    Por outras palavras, os nomes de países, pessoas ou fauna não deverão ser modificados de forma alguma porque faz parte da sua identidade histórica,
    Ninguém gostaria de ver o seu nome agora alterado, se por exemplo se chamasse Baptista e passar a chamar-se Batista não é coerente.
    Sem mais comentários, ponto final!

  3. gaspar

    Também tenho essa dúvida, só encontro referências contraditórias a palavras com dupla grafia por oscilação de pronúncia como em apocalíptico/apocalítico e carácter/caráter e característica/caraterística e caracterizar/caraterizar sem incluir Egipto.

    Encontrei um grupo de protesto no facebook:

    http://www.facebook.com/pages/Dupla-grafia-para-EgiptoEgito/203863682979924

  4. Luís Borges

    Eu também não sou fã do acordo ortográfico e como tal escrevo e falo da forma que aprendi. Compreendo e até aceito que a língua pertença aos falantes e que possa existir determinadas correcções, contudo há algo que não posso aceitar, julgo que em determinadas palavras não se devia modificar como por exemplo, “facto” que vai dar origem a “fato”, no caso do Egipto acho uma aberração, hipocrisia sei lá o que mais chamar senão mesmo dizer que me irrita mesmo falarem “Egito”, a ao povo do “Egito” chamam-nos de “Egicios”? Pois aqui é que mais me irrita, aqui já são Egípcios, o “P” renasce das cinzas. Pelo menos a palavra Homem manteve-se, acho, não sei como, pois o que não falta no Brasil é “Omens” com o “O” grande.
    Cumprimentos,
    Luís Borges

  5. Rogério Fernandes

    Tal como o Filipe, também andei à procura de informações depois de ter visto e lido como a RTP escreve a palavra “Egito” e acabei aqui neste blog.

    Mas afinal agora também já mudam o nome de países à custa de um qualquer acordo ortográfico? O que virá a seguir? Os nomes das pessoas? O nome de figuras históricas?
    Vamos lá retirar todos os cês e pês de todos os Victores e Baptistas da história de Portugal. Vamos emendar todos os cartões de identidade e todos os cartões do cidadão e retirar-lhes uma ou outra letra ao abrigo do acordo ortográfico. Vamos!
    Sim, porque para mim é tão, ou mais, grave mudar um nome de país, como retirar o cê de Victor a quem sempre se chamou assim. Simplesmente é uma fantochada e não faz sentido nenhum.

    Cumprimentos a todos, principalmente aos coitados dos “Egítios” !

  6. Filipe

    Pesquisei este tema na Internet devido ao facto de na televisão actualmente ver nos canais públicos ”Egito” e nos privados ”Egipto”.
    No recente, estúpido e como acatamento a um qualquer Ultimato de Brasília acordo ortográfico que só o é dito que só se escreve o que é dito mas sempre ouvi Egipto, com o p acentuado como qualquer outra letra da palavra, por isso escrever Egito não faz sentido nenhum (como mais nada neste acordo, sempre disse o c em facto), ainda mais quando nenhuma língua derivada do Latim retira o p.
    É com muita tristeza que olho para a aprovação deste acordo, mas ainda mais triste fico por mais uma vez os portugueses acatarem este atentado à sua identidade ás vezes questiono-me se valeu a pena sair de uma ditadura dando ao povo direito de se manifestarem e votarem, mas já nem a isso ligam, mas enfim desabafos de quem tem 17 anos e não sabe o que o espera ou pelo menos tenta ignorar por saber que nada é bom. Voltando ao acordo digo ainda que frequento uma escola onde tenho aulas de inglês dadas por uma professora escocesa que já está em Portugal à vinte e cinco anos e que acha inacreditável como temos políticos irresponsáveis para aprovar isto e um povo ignorante que não faz nada ela ainda hoje dava o exemplo que jamais os americanos mandariam na forma como os britânicos escrevem e que se seguissem o exemplo português ”water” passaria a ”waer” por os Americanos não soletrarem o t.
    O texto é longo, desculpe lá por isso, mas tenho o problema de não conseguir escrever pouco num texto argumentativo, obrigado por colocar um tema destes em questão, foi a primeira vez que vim ao seu blog e penso ainda cá voltar.

  7. Ana

    Concordo plenamente!

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