Para dia 12 de Março preparam-se manifestações em todo o país, com o mote genérico de protesto contra as dificuldades que enfrentam hoje os jovens para iniciar a sua vida activa. Estas manifestações não foram convocadas por partidos mas sim pelas redes sociais e telemóvel, numa reedição das manifestações de professores de há poucos anos.
O problema destes movimentos é que não têm um programa, apenas congregam pessoas através de um sentimento genérico de mal-estar; em consequência são facilmente apropriadas por partidos e organizações políticas, que se colam ao protesto para potenciarem as suas próprias agendas. Um protesto inteiramente legítimo e um descontentamento genuíno correm o risco de servir os interesses de políticos instalados e, neste caso, receio bem que estas manifestações venham a aproveitar ao PCP e Bloco de Esquerda, o que seria um grande desperdício.
