The Dogs of War

É estranho ler hoje um romance de acção escrito em 1974, porque não há telemóveis nem computadores, as comunicações fazem-se a partir de cabinas de telefone públicas, as bases de dados estão contidas em fichas que têm que ser manipuladas, etc. Mas todos esses factos não tornam o romance de Frederick Forsyth menos interessante.

O culminar da acção é num pequeno país da costa ocidental de África, Zangaro, que me parece ter sido modelado a partir da Guiné Bissau, que eu conheci precisamente na altura em que o romance foi escrito. Zangaro é governado, desde a independência, por um presidente corrupto que levou à ruína a já fraca economia do território, do tempo colonial. Uma grande firma, com base em Londres, descobre que existe naquele país pobre uma imensa fortuna em platina e resolve provocar um golpe de estado para colocar no poder um fantoche que lhe permita a exploração dessa riqueza em exclusivo.

A história está escrita com enorme pormenor, tanto no que respeita às manobras da alta finança como nos detalhes operacionais, e a linguagem é verdadeiramente agradável. Um livro que prende o leitor do princípio ao inesperado fim.

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