O interesse de um romance histórico reside, habitualmente, na possibilidade que dá ao leitor de aprender alguma coisa de história de forma leve, sem a maçada de ler os compêndios. O problema pode ser que se misture história com ficção e que o leitor acabe por não perceber muito bem onde acaba uma e começa outra. Alguns autores procuram resolver o problema fornecendo um apêndice onde explicam claramente que parte do romance está de acordo com as fontes históricas e qual foi a liberdade criativa que usaram; essa informação é muito bem-vinda e neste caso não existe.
O livro de Isabel Stilwell lê-se com agrado, embora tenda um bocado para o lamecha, mas sente-se a falta de informação complementar, para além dos apêndices relativos a personagens e lugares, reais e fictícios.
