O declínio de Portugal

É o título que abre hoje todos os noticiários e primeiras páginas dos jornais: Presidente do Parlamento Europeu diz que o futuro de Portugal é “o declínio”. Martin Schulz referia-se ao recente apelo do Primeiro Ministro em Angola para que este país invista em Portugal, mas estas declarações devem ser enquadradas no contexto geral da entrevista e, parece-me a mim, o entrevistado estava apenas a dar um exemplo do recurso a investimentos de países que não respeitam direitos humanos, não deixando de mencionar o caso dos investimentos chineses, o que encerra uma crítica implícita a Angela Merkel.

É compreensível que o presidente de uma instituição parlamentar, que é sede da democracia, se preocupe com a “falta de escrúpulos” dos governantes quando fecham os olhos à situação dos direitos humanos em países com os quais se relacionam. Ser governante implica pensar e actuar em benefício dos governados e acredito que políticos eminentemente democráticos se vejam obrigados a engolir muitos sapos nestas situações, mas o mundo real está muito longe do ideal e as relações económicas com governos não democráticos não são de agora e têm sido indispensáveis, basta pensar, por exemplo, a quem compramos petróleo.

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