Caravelas, de Olivier Ikor, é uma visão crítica, frequentemente, mordaz e irónica da epopeia dos descobrimentos portugueses, com o distanciamento possível a um autor estrangeiro. Olivier Ikor baseou-se, sem dúvida, em muitas fontes, e a bibliografia e notas de rodapé mencionam-nas; mas ele é também um romancista e deixa a sua imaginação preencher as lacunas, tornando a leitura mais atraente e divertida do que se se tratasse de um livro de história puro.
Do Portugal potência mundial passamos, inevitavelmente, ao Portugal pequeno país, a viver das memórias de grandeza cantadas por Camões e relatadas por Fernão Mendes Pinto e aí termina a narrativa.
