Este é o quarto volume do Quarteto de Alexandria e aquele em que o narrador e protagonista, Darley, termina a sua estada no Egipto e regressa à Europa. Os três livros anteriores apresentam perspectivas diferentes sobre os mesmos acontecimentos, mas neste a acção passa-se num tempo imediatamente posterior; aparentemente Lawrence Durrell estava impressionado com a teoria da relatividade e quis escrever uma obra em que, de alguma forma, houvesse três dimensões espaciais e outra temporal. Fosse por essa razão ou outra, foi assim que organizou os quatro volumes.
A personagem Clea já se encontrava presente nos livros anteriores mas assume aqui um papel central, como companheira de Darley. Penso que há menos sobre a cidade de Alexandria do que nos outros livros e há mais sobre as pessoas. A escrita de Durrell é ainda profundamente elaborada e torna-se verdadeiramente complexa no capítulo que dedica ao diário do falecido Pursewarden, na parte em que este relata pretensos diálogos com Darley, a quem chama Frei Burro. Este capítulo exigiu-me bastante esforço de concentração.
