O título da obra é intrigante, mas há mais aspectos que surpreendem neste livro de José Luis Peixoto. O enredo situa-nos na época de 60 e no problema dos emigrantes para França. O estilo apresenta-se, inicialmente, construído com frases curtas, quase aos soluços, o que se torna desconcertante, mas a pouco e pouco vai-se desenvolvendo e transforma-se numa escrita de largos parágrafos, muito erudita.
É daqueles livros que se lêem de um fôlego mas o final é uma surpresa completa e, mais uma vez, o leitor fica intrigado. Se é certo que o título acaba por fazer sentido, a perplexidade não acaba, nem no fim.
