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A verdade sobre o caso Harry Quebert

Harry QuebertJoël Dicker era um autor desconhecido para mim até me chegar às mãos este seu segundo romance, grande sucesso literário em França e vencedor de vários prémios.

Harry Quebert é um escritor famoso, que vive numa pequena cidade, mas a história é-nos narrada pelo seu ex-aluno, Marcus Goldman, ele próprio autor de um primeiro livro de grande sucesso e que se encontra desde há algum tempo numa fase de falta de inspiração pelo que resolve voltar a visitar o seu velho amigo e professor, a quem não via desde que se tornara famoso. A visita acaba por coincidir, aproximadamente, com a descoberta casual do cadáver de uma jovem de 15 anos, dada como desaparecida há 33, no quintal do professor. Convencido da inocência de Harry, Marcus inicia as suas próprias investigações e procura colaborar com um agente da polícia estadual, ao mesmo tempo que vai ganhando inspiração para o seu novo livro, que contará a verdade sobre este caso.

Marcus e a polícia vêm a descobrir que muita gente na pequena cidade tem algo a esconder sobre a época do desaparecimento da jovem e são, sucessivamente, levados a incriminar várias pessoas até que conseguem chegar a uma conclusão que permite a Marcus terminar o livro; só que, com o livro já publicado, surgem novos dados que obrigam a rever todo o processo. Pelo meio vamos entrevendo o tipo de relação que se estabelece entre o escritor e a sua editora, a quem interessa, em última análise, fazer muito dinheiro.

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Lost Empire

Penso que Clive Cussler, como outros autores de best sellers, deve ter uma indústria bem montada de produção de romances; imagino que tenha uma boa colecção de referências e uma excelente base de dados, dos quais se servem uns tantos escritores estagiários para escrever os romances em que Cussler aparece como autor principal e, em letra pequena, aparece o nome do verdadeiro autor do livro, neste caso Grant Blackwood. Não tenho nenhuma base concreta para fundamentar estas suposições mas é assim que imagino que a máquina funciona.

No caso presente trata-se de uma aventura protagonizada pelo casal de mergulhadores Sam e Remi Fargo, os quais, num canal junto à costa de Madagáscar, descobrem um sino de navio que  tem gravados símbolos aztecas e que os coloca sob a mira do presidente do México, o qual lança no seu encalço um perigoso assassino. A acção desenrola-se em África e na Indonésia e envolve a decifração de códigos baseados na sequência de Fibonacci, receita que vem sendo usada por vários autores recentes. O casal desembaraça-se bem das situações de perigo e mantém uma certa dose de humor, mesmo quando as coisas parecem correr para o torto.

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The Dogs of War

É estranho ler hoje um romance de acção escrito em 1974, porque não há telemóveis nem computadores, as comunicações fazem-se a partir de cabinas de telefone públicas, as bases de dados estão contidas em fichas que têm que ser manipuladas, etc. Mas todos esses factos não tornam o romance de Frederick Forsyth menos interessante.

O culminar da acção é num pequeno país da costa ocidental de África, Zangaro, que me parece ter sido modelado a partir da Guiné Bissau, que eu conheci precisamente na altura em que o romance foi escrito. Zangaro é governado, desde a independência, por um presidente corrupto que levou à ruína a já fraca economia do território, do tempo colonial. Uma grande firma, com base em Londres, descobre que existe naquele país pobre uma imensa fortuna em platina e resolve provocar um golpe de estado para colocar no poder um fantoche que lhe permita a exploração dessa riqueza em exclusivo.

A história está escrita com enorme pormenor, tanto no que respeita às manobras da alta finança como nos detalhes operacionais, e a linguagem é verdadeiramente agradável. Um livro que prende o leitor do princípio ao inesperado fim.

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Pacífico


Já estava a precisar de ler ficção, depois de vários livros de cariz mais sério. Pacífico, de Clive Cussler, é uma trama à volta de um chamado Vórtice do Pacífico, onde teriam desaparecido muitos navios sem deixar rasto, um pouco como no Triângulo das Bermudas; só que, neste caso, os desaparecimentos não são devidos a causas naturais e tudo se precipita quando é um submarino nuclear da última geração que cai vítima do vórtice. A Marinha dos Estados Unidos desencadeia uma grande operação para recuperar o submarino e acaba por desvendar o mistério do vórtice. A figura central da acção é o major Dirk Pitt, que tem neste livro a sua primeira aventura.

Bom para entreter durante três ou quatro tardes.

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