Tag Archives: caricato

Sistema anedotário nacional

O Sistema Anedotário Nacional (SAN) é constituído por um grande número de bobos e palhaços, pagos a peso de ouro, que se reúnem em fora de diversas instâncias para produzir as melhores anedotas a fim de encher órgãos de comunicação social e entreter os portugueses, proporcionando um meio de descompressão face às restrições a que são sujeitos pela crise.

O Forum Constitucional é a última instância dos fora anedotários e acaba de estabelecer o conceito de “destruição temporária”, determinando que uma ordem de destruição oriunda do Forum Supremo, porque não dizia textualmente que se tratava de uma destruição definitiva, era uma ordem que podia ser revertida, passando assim a estar não destruído aquilo que antes estava destruído.

Deixe um comentário

Filed under sociedade

Teste de Física?

No teste intermédio de Físico-Química do 11º ano, realizado no passado dia 11, encontrava-se a seguinte questão:

Durante algum tempo o magnetismo e a electricidade ignoraram-se mutuamente. Foi só no início do século XIX que um dinamarquês, Hans Christian Oersted, reparou que uma agulha magnética sofria um desvio quando colocada perto de um circuito eléctrico, à semelhança do que acontecia quando estava perto de um íman. Existia pois uma relação entre electricidade e magnetismo.

C. Fiolhais, Física Divertida, Gradiva, 1991 (adaptado)

1. Transcreva a parte do texto que refere o que Oersted observou.

Esta questão, colocada a alunos do 11º ano, é um teste de Física ou de imbecilidade?

Deixe um comentário

Filed under sociedade

Egito ou Egipto?

Acho que já sabem que sou militante anti acordo ortográfico, por isso não tenho dúvidas sobre a forma que prefiro e que devo usar; para mim será sempre Egipto. Mas para quem quer seguir o acordo parece que é Egito, porque é assim que se pronuncia e parece que, segundo o acordo, a escrita passa a ser uma espécie de transcrição fonética. Só que aparece um problema, porque o uso comum é dizer “egiptólogo” e não “egitólogo” ou “egípcio” e não “egício”; então em que ficamos? Mantém-se a ideia de que a escrita é mera transcrição fonética ou faz-se uma lista de excepções ao acordo e coloca-se lá o Egipto?

Os linguistas têm que estar entretidos com alguma coisa, não é? Esta questão vai ocupar umas tantas cabeças durante algum tempo. Pode ser que enquanto pensam nisso deixem o rebautismo da sintaxe, que faz com que eu nunca saiba se o sujeito da oração ainda é sujeito ou passou a ser sintagma nominal ou outra coisa qualquer que parece que já lhe chamam agora.

 

7 comentários

Filed under sociedade

Diminuir a barriga com chá verde

As virtudes do chá verde têm sido proclamadas de várias formas mas esta virtude de diminuir a barriga era desconhecida. Parece que, bebendo chá verde em lugar de água se engorda menos e, mais importante, a gordura não se concentra na barriga. O estudo foi feito na universidade do Porto, com ratinhos, durante um ano, e concluiu-se que os que beberam chá verde estavam de melhor saúde do que os que beberam água. Infelizmente não houve um grupo de controlo a beber cerveja, que poderia ter um maior paralelismo com os humanos barrigudos.

Este estudo é um óptimo candidato ao prémio ignóbil deste ano!

Deixe um comentário

Filed under sociedade

Sinalização rodoviária de Braga

Nada espanta na sinalização rodoviária de Braga, isto para os bracarenses, que para seu divertimento e gozo são colocados pelas ruas estes sinais. Dos de fora espera-se que peçam indicações a quem cá vive ou que se deixem guiar pelo GPS, que isto de seguir sinais de transito não é coisa que se faça em cidade do século XXI.

E ser-me-á perdoado o estilo pomposo e grandíloquo, que em matéria tão pouco significante exige-se prosa apurada, para que tenha alguma substância o comentário.

Deixe um comentário

Filed under Uncategorized

O não-caso Mário Crespo

O dito Caso Mário Crespo não tem ponta por onde se lhe pegue. Parece que alguém lhe disse que ouviu o Sr. Primeiro Ministro referir-se à sua pessoa, em conversa particular, como “um caso que era preciso resolver”. Mário Crespo viu aí um furo para se armar em vítima de perseguição e tentou colocar na sua coluna no Jornal de Notícias um artigo sobre o assunto. O director do jornal não aceitou, porque tal artigo violava as regras editoriais do jornal. Claro que aí Mário Crespo sentiu-se ainda mais vítima e nasceu um caso.

Este caso não deveria ser caso nenhum e não deveria merecer a atenção da ERC. O Sr. Primeiro Ministro tem o direito de dizer o que quiser em conversas particulares, como qualquer outra pessoa, e é falta de educação estar a escutar as conversas do vizinho no restaurante, mesmo quando o vizinho é o Sr. Primeiro Ministro. Também me parece de mau gosto que um colunista de jornal, que tem a coluna para escrever sobre assuntos que interessam a todos os leitores, dentro de uma temática geral pré-definida, venha aproveitar esse espaço para tratar dos seus problemazinhos e das suas frustrações particulares.

É por isso que recuso os convites para aderir aos grupos de apoio a Mário Crespo que me chegam no Facebook.

Ler no Publico.

2 comentários

Filed under sociedade

O ensino estará menos exigente?

Por favor olhe para as 3 figuras abaixo e verifique que todas formam a figura de um T e que a primeira tem 4 estrelas, a segunda 7 estrelas e a terceira 10 estrelas.

        1      2        3

       ***   *****   *******
        *      *        *
               *        *
                        *

Se continuasse a desenhar figuras, seguindo a mesma regra, quantas estrelas teria a figura nº 100?

Se pensar um pouco, é capaz de concluir que tem 4 + 99 x 3 = 301 estrelas.

Este problema é adequado para crianças de que idade? Pois saiba que foi proposto aos alunos do 2º ano de escolaridade (7 anos de idade), para resolver em casa, na Escola Básica de Lanhelas, Caminha.


Deixe um comentário

Filed under sociedade