Tag Archives: energias renováveis

Acabam os esquentadores no Corvo

A susbstituição de sistemas de aquecimento tradicionais, eléctricos ou de queima de combustíveis, por sistemas que usam energias renováveis tem uma rentabilidade questionável para quem vive em zonas de fácil acesso. Muitas vezes é mais por uma questão de consciência ecológica do que pela poupança induzida que as pessoas optam por aquela substituição.

O aquecimento por painéis solares, se for bem executado, é rentável na maior parte do território continental mas tem, ainda assim, um período de amortização de alguns anos. Em zonas de acesso difícil, como a Ilha do Corvo, totalmente dependente de combustível transportado por via marítima, a opção por energias renováveis faz muito mais sentido do que no continente e por isso é totalmente justificado o investimento de 700 mil euros que a autarquia vai fazer para substituir todos os esquentadores por sistemas alternativos, abrangendo um total de 400 pessoas.

Ler no Público.

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Hipotecar as gerações futuras

Grande parte das dificuldades por que passamos hoje resulta de opções tomadas no passado, tomadas sem consideração pelos compromissos que envolviam para os anos vindouros, e nada assegura que não estejamos a trilhar um caminho semelhante nos dias de hoje, hipotecando as próximas gerações para resolver os problemas da geração actual. Seguramente que empréstimos contraídos a juros de 7% para pagar em 10 anos são um compromisso para os anos mais próximos, mas as parcerias público-privadas são compromissos de muito mais longa duração.

Vem isto a propósito das dificuldades que o Japão está a ter numa das suas centrais nucleares, não por erro humano mas em consequência de um desastre natural. A energia nuclear também representa uma hipoteca para as futuras gerações, não directamente em termos financeiros mas mais em termos ambientais. Para além da segurança dos reactores propriamente ditos, continua a não haver uma solução minimamente aceitável para o armazenamento dos resíduos de combustível gasto, os quais vão sendo colocados em piscinas próximas dos reactores, por falta de alternativa. Ora acontece que ninguém pode assegurar que reactores e depósitos de combustível estão, para sempre, ao abrigo de acidentes. No caso do nosso país, a probabilidade de ocorrência de um sismo semelhante ao de 1755 ou ao de há uma semana no Japão, aumenta com o passar do tempo; um sismo desses virá um dia, quando é impossível prever.

Naturalmente que um sismo de grande intensidade pode pôr em risco uma barragem, com consequências fatais para um número muito elevado de pessoas, no entanto isso será ainda um desastre com consequências incomparavelmente menores do que as de um desastre nuclear. Se já anteriormente eu escrevi aqui em defesa das energias renováveis, as circunstâncias actuais reforçam os argumentos. Esperei pelo dia em que o Japão parece ter conseguido estabilizar a sua central nuclear, porque achei pouco ético e oportunista fazê-lo antes, mas agora esses escrúpulos estão passados.

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53% de energia de fontes renováveis

Já é sabido que mais de metade da energia consumida em Portugal no ano passado foi produzida a partir de fontes renováveis; segundo a notícia do Público foram 53,2%, que se comparam com 36,5% em 2009 e 27,8% em 2008. Para mim isto é uma notícia excelente, mesmo considerando a sobrecarga nos preços que os consumidores têm que suportar. Tanto no aspecto de preservação do ambiente como no da independência face a fornecedores estrangeiros, a produção de energia a partir de fontes renováveis é altamente desejável e constitui uma segurança para a incerteza de tempos futuros.

Olhando para uma publicação recente da European Wind Energy Association fico com a impressão de que Portugal tem um compromisso para 2020 de 31% de energia de fontes renováveis, valor que se encontra largamente ultrapassado. Aparentemente o compromisso global dos países europeus é apenas de 20% de energia proveniente de fontes renováveis, o que parece ser um objectivo bastante modesto.

Editado: Já depois de ter publicado este apontamento foi-me feita a observação de que os 53,2% de energias renováveis no ano passado se referem apenas ao consumo de electricidade, enquanto o compromisso de 31% para 2020 diz respeito a todo o consumo energético, sendo os dois valores compatíveis.

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Aposta nas energias renováveis

Parque Eólico de Sines

No ano passado os países europeus investiram mais em energias renováveis do que em centrais geradoras convencionais (61% contra 39%). Daquelas, a maior fatia coube à energia eólica (39%), seguindo-se o gás natural (26%) e a energia solar (16%).

Ler mais no Jornal de Negócios.

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