Ontem morreram sete pessoas num acidente numa auto-estrada francesa, seis das quais eram portuguesas. Acidentes acontecem diariamente mas não com esta gravidade; para além disso faleceram pessoas naturais da terra onde passo os fins de semana e que eram familiares de pessoas conhecidas. Aqui fica o meu pesar pelo sucedido e os meus votos de que descansem em paz.
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Pays de La Loire
Nos dias de Carnaval fomos até França; estabelecemos a nossa base em Le Mans e divergimos daí para St. Malo, Monte de St. Michel e Angers.
À chegada ao aeroporto de Charles Degaulle, no sábado, estava tudo coberto por uma camada fina de neve, com céu encoberto e frio. Cerca das 2 horas estávamos no carro alugado, prontos a partir para Le Mans. A primeira parte da viagem exige uma enorme atenção, porque há que contornar Paris pelo Leste e pelo Sul, durante cerca de 60 Km; um grande viva ao GPS do telemóvel Nokia, que nos guiou sem falhas até ao destino, embora nos dias seguintes tivesse tido um ou outro problema. Durante a viagem a temperatura exterior oscilou entre -1 e 0 graus e os campos apresentaram-se quase sempre cobertos de neve.
Quando chegámos a Le Mans era fim da tarde e apenas pudemos fazer uma visita rápida à cidade velha antes de começar a escurecer. Encontrar restaurante para jantar não foi fácil, porque era noite de S. Valentim, a maioria dos restaurantes apenas aceitava casais e nós éramos 3.
No domingo de manhã rumámos a St. Malo, que é uma cidade fortificada e um porto importante. A cidade foi quase completamente destruída na segunda grande guerra e foi reconstruído num estilo a imitar antigo, mas não original. Pode passear-se ao longo da muralha que cerca a cidade e observam-se várias ilhas com pequenos fortes. Devido a grande amplitude das marés, várias destas ilhas são acessíveis a pé durante a maré baixa.
De St. Malo fomos até ao Mont St. Michel, um rochedo até há pouco tempo apenas acessível na maré baixa, onde foi construído um templo dedicado ao arcanjo S. Miguel no século VII. Desde aí multiplicaram-se as construções e o que hoje domina é a grande abadia no topo do monte; na base existem ruas estreitas muito pitorescas.
Na segunda fomos para Sul, até Angers, cujo motivo de atracção principal é o castelo; dentro deste encontra-se a tapeçaria do apocalipse, com cerca de 800 m2 de cenas descrevendo o apocalipse de S. João.
A terça-feira ficou reservada para Le Mans, que é dominada pela cidade velha, com a catedral, que está em obras, e as mais de 100 casas de traves de madeira à vista, muitas com entalhamentos. Há um resto da muralha romana e vestígios muito mais antigos.
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