Há um ano as autoridades sanitárias mundiais disseram-nos que era essencial desinfectar as mãos, muitas vezes por dia, para evitar o contágio pelo vírus da gripe A; também foram aquelas autoridades que levaram os governos em investir maciçamente na compra de vacinas específicas para evitar a pandemia.
Quanto às vacinas já tínhamos ouvido e lido que as pessoas não aderiram às campanhas e que sobraram muitos milhares de vacinas, mesmo depois de se alargar a vacinação para além dos grupos de risco. Resultado; um enorme desperdício, porque se veio a verificar que a incidência desta gripe não foi diferente da habitual para a gripe sazonal.
Agora ficamos a saber, através de uma comunicação feita num congresso no domingo passado, citada pelo Diário de Notícias, que também a desinfecção das mãos teve um efeito muito marginal. Enquanto as pessoas que desinfectaram regularmente as mãos forma contagiadas numa taxa de 12%, aquelas que não o fizeram tiveram uma taxa de 15%. O mesmo jornal diz que os portugueses gastaram cerca de 9 milhões de euros na compra de gel desinfectante o qual, afinal, serviu para quase nada.
Depois dos alarmes relativos à doença das vacas loucas, da gripe das aves e da gripe A, que novo alarme prepara a Organização Mundial de Saúde para benefício, afinal, dos laboratórios farmacêuticos?
