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Memorial do Convento

Tinha pegado neste livro há vinte e tal anos e, na altura, larguei-o após poucas páginas, com vontade de nunca mais lhe pegar. Há dias resolvi fazer nova tentativa, armado de coragem para levar a leitura até ao fim; tenho de confessar que gostei. Mas gostei apesar da chateza da ausência de parágrafos e da mancha gráfica que nos diz que há coisas mais agradáveis de ler. É para ser coerente com essa chateza que não coloco nenhuma imagem a ilustrar este comentário. Também não comento o conteúdo do livro, porque abundam as apreciações sobre ele; fica apenas esta constatação, chata, de que gostei da leitura.

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A propósito da morte de José Saramago

No dia em que morreu José Saramago, não quero deixar de lhe prestar homenagem, reconhecendo a importância que teve na literatura portuguesa. Não sou apreciador da sua forma de escrever, não gosto por aí além dos seus livros e discordo profundamente da maioria das suas posições públicas, que foram frequentemente assumidas numa postura arrogante e agressiva. Nada me atraía na personalidade de José Saramago, o que não é contraditório com o reconhecimento do relevo e importância da sua obra.

Que repouse em paz.

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José Saramago como ele próprio

saramagoJosé Saramago é habitualmente controverso, mesmo chocante, sobretudo quando se pronuncia relativamente à religião. Sabemos todos que é ateu, o que é perfeitamente respeitável, mas podia ser menos contundente quando se pronuncia sobre religião, sobretudo porque a maioria dos portugueses e a maioria das pessoas em todo o mundo é religiosa.

Eu tenho a convicção de que a Igreja Católica faz uma interpretação frequentemente errada dos desígnios de Deus, isto porque é humana e não divina. É claro que, em nome de Deus, por indicação e com o beneplácito da Igreja Católica, se praticaram inúmeras barbaridades. Algumas das afirmações de José Saramago (ver no Público) traduzem aspectos em que a doutrina da Igreja é incoerente, mesmo irracional. Na minha maneira de ver, a doutrina da Igreja é feita por homens que procuram interpretar a vontade de Deus e que, frequentemente, erram. Mas a agressividade de José Saramago é deslocada e perfeitamente dispensável.

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