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Lotaria dos recibos

Vamos supor que mandou arranjar o carro numa oficina, a qual lhe oferece a alternativa entre não passar recibo ou passá-lo cobrando mais 23% de IVA. De acordo com o que se sabe do novo orçamento de estado, agora poderá deduzir 5% do IVA que lhe cobraram quando pagar os seus impostos, quer dizer, pode deduzir 5% dos tais 23% que pagou a mais para ter um recibo. Acha que esta medida vai evitar a fuga ao fisco?

Em Taiwan existe uma lotaria de recibos, através da qual todos os recibos funcionam como bilhetes de uma lotaria, com sorteios cada dois meses, com um primeiro prémio de cerca de 50 mil euros e um número crescente de prémios mais pequenos, como em qualquer lotaria. Os sorteios são feitos na televisão, de forma semelhante aos do euromilhões. Quero crer que, com a apetência dos portugueses para os concursos, este sistema poderia ser adoptado cá, com muito mais eficácia do que a dedução dos 5%.

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Homenagem a Steve Jobs

Presto a minha homenagem singela a Steve Jobs, na altura do seu falecimento. Se houve alguém, no passado, com uma influência comparável na sociedade, penso que terá sido Thomas A. Edison.

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Países europeus fecham as portas a refugiados da Líbia

O conflito da Líbia, onde alguns países europeus se envolveram abertamente, criou uma população de cerca de 5000 refugiados junto às fronteiras, para os quais não existe solução de vida à vista. Os países europeus manifestaram disponibilidade para receber um máximo de 700 dessas pessoas, atitude que a Amnistia Internacional já classificou de abominável.

Quando se tratar de receber petróleo da Líbia não se espera que sejam impostas quotas, aliás nunca o apoio aos revoltosos teria tido a dimensão e prontidão que teve se não se tratasse de um país produtor de petróleo; quanto aos refugiados, fica um problema para os líbios resolverem, que nós não temos nada a ver com isso.

Entretanto Sarkozy e Cameron foram recebidos como heróis. Antes já por lá tinha passado Paulo Portas, não se sabe se para oferecer ajuda aos refugiados.

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Museu automóvel de Le Mans

Le Mans é conhecida pela prova das 24 horas, disputada num circuito fechado, construído para esse efeito. Não admira que exista na cidade e na vizinhança do circuito, um museu destinado ao automóvel, pelo menos no que diz respeito à competição; mas esse museu tem também muitos modelos que nunca foram usados ou pensados para competição e que fazem parte da história do automóvel. Há também vários exemplares criados por inventores locais, que criaram os seus próprios motores; todas essas marcas estão hoje desaparecidas.

Passei os dias de Carnaval em Le Mans e a visita ao museu foi um dos pontos altos. Tenho muitas fotografias no Facebook.

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1 milhão de dólares por actuar para Khadafi

Sabe-se agora que Khadafi convidava frequentemente artistas de renome para actuarem para o seu clã e que o cachet era 1 milhão de dólares, para actuações da ordem dos 45 minutos; as actuações tinham lugar na Europa e não na Líbia. A cantora Nelly Furtado já revelou que recebeu essa quantia, em 2007, e que vai doá-la; tem o mérito de ter sido a única, até agora, a reconhecer que actuou para o ditador Líbio e a ter um rebate de consciência relativamente a esse facto; vamos a ver se há outros a seguir-lhe o exemplo.

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Até onde chega a crise!

Dois casos recentes revelaram-me dimensões da crise que desconhecia. O primeiro foi na sexta-feira passada, em conversa com o provedor do Lar de Santa Cruz, em Braga, que me revelou que, presentemente, têm um quarto vago sem pretendente, situação desconhecida até há pouco; também na mesma instituição verifica-se uma diminuição do número de crianças no jardim infantil. Conhecendo as instalações, penso que a redução da procura deve ser atribuída às dificuldades financeiras das pessoas.

O segundo caso vem no Público, onde se lê que um quadro raro de Gauguin não encontrou comprador num leilão da Christies. Está bem! Concordo que aqui a explicação pode não ter nada a ver com a crise mas é, mesmo assim, coisa rara.

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Que se passa na Hungria?

A Hungria está a regressar gradualmente aos tempos pré-democráticos, tudo a pretexto de racionalização de custos e de combate à crise. Leis que limitam substancialmente a liberdade de imprensa, centralização de todos os órgãos de comunicação estatais, que apenas difundem notícias provenientes da agência estatal, taxas rectroactivas aplicadas a empresas estrangeiras e o que estará para vir. E é a Hungria quem detém a presidência da União Europeia.

O meu maior receio relativamente aos regimes democráticos é que detêm em si mecanismos para se auto-destruirem. Basta que um ditador consiga vencer eleições livres e democráticas para conseguir começar a impor restrições à liberdade que podem, em última análise, ditar o fim da democracia; a Hungria parece estar seguir essa via.

Ler no Público.

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