Tag Archives: Lawrence Durrell

Clea

Este é o quarto volume do Quarteto de Alexandria e aquele em que o narrador e protagonista, Darley, termina a sua estada no Egipto e regressa à Europa. Os três livros anteriores apresentam perspectivas diferentes sobre os mesmos acontecimentos, mas neste a acção passa-se num tempo imediatamente posterior; aparentemente Lawrence Durrell estava impressionado com a teoria da relatividade e quis escrever uma obra em que, de alguma forma, houvesse três dimensões espaciais e outra temporal. Fosse por essa razão ou outra, foi assim que organizou os quatro volumes.

A personagem Clea já se encontrava presente nos livros anteriores mas assume aqui um papel central, como companheira de Darley. Penso que há menos sobre a cidade de Alexandria do que nos outros livros e há mais sobre as pessoas. A escrita de Durrell é ainda profundamente elaborada e torna-se verdadeiramente complexa no capítulo que dedica ao diário do falecido Pursewarden, na parte em que este relata pretensos diálogos com Darley, a quem chama Frei Burro. Este capítulo exigiu-me bastante esforço de concentração.

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Mountolive

Terceiro livro do Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell, apresenta uma perspectiva radicalmente diferente dos acontecimentos relatados em Justine e Baltazar.

Mountolive é um jovem diplomata britânico que, depois de ter passado algum tempo no Egipto, do qual guarda boas recordações, regressa, anos mais tarde, como embaixador. Os novos tempos, no entanto, reservam surpresas amargas e não fazem jus às memórias que guardava.

Dos três primeiros livros, este foi, para mim, o mais agradável de ler, o que deixa algumas expectativas par o último.

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Baltazar

Baltazar é o segundo livro do Quarteto de Alexandria. Em Justine, Lawrence Durrell mostra-nos a cidade de Alexandria através da vivência do seu narrador, sendo Justine a sua amante. Anos mais tarde, retirado da cidade e a viver numa ilha isolada, o narrador e escritor recebe as folhas do seu manuscrito anterior com largos comentários do seu amigo Baltazar, e estes comentários apresentam uma outra perspectiva dos acontecimentos que ele tinha descrito. Em Baltazar revivemos a mesma época, os mesmos acontecimentos e passamos a conhecer melhor a Alexandria do tempo da segunda guerra.

Lawrence Durrell diz que os personagens são inteiramente fictícios mas a cidade é perfeitamente real mas o leitor fica com a impressão de que há algo de auto-biográfico na narrativa.

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Justine

Justine, de Lawrence Durrell, é um clássico da literatura de língua inglesa e o primeiro volume do Quarteto de Alexandria, conjunto de romances passados naquela cidade egípcia, por altura da grande guerra. Este tipo de literatura, de grande literatura, não é de leitura fácil; não são romances que me deixem amarrado e acontece-me mesmo começar a cabecear durante a leitura. Tenho pena de ser assim, de eu ser assim, mas que se há-de fazer?

A verdade é que, chegado ao fim do livro, fiquei com uma ideia sobre a cidade e os seus habitantes da época que não tinha antes, pelo que considero que valeu a pena o esforço. Ainda tenho aí os outros três livros do quarteto, que penso vir a ler em breve, intercalando outros, para variar.

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