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Diário de Inverno – Memórias

ImagemEste livro de Paul Auster não é um romance é, isso sim, a revisão da sua própria vida na altura em que completou 64 anos. Não é que a vida deste escritor tenha alguma coisa que a torne verdadeiramente singular ou interessante, mas ficamos a saber como ele próprio se vê, uma pessoa comum, que teve dissabores e sucessos até entrar numa fase relativamente estável, que ainda hoje se mantém. Paul Auster surpreendeu-me agradavelmente porque estava já algo cansado do estilo dos seus romances.

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Moon Palace

A história relata a vida do narrador, Marco Stanley Fogg, e situa-se em Manhattan e no Midwest americano. Como é habitual em Paul Auster, a vida do narrador inicia-se em circunstâncias algo difíceis, passa por alguns alto e baixos, atinge um ponto em que parece bem encaminhada, para depois descair para uma situação complicada, deixando o leitor algo frustrado por as coisas não terem um fim mais composto.

Fogg passou a maior parte da sua infância com um tio, músico de bares com uma vida errante, mas acabou por estudar em Nova Iorque. No fim do curso entra em depressão e perde-se pela cidade, sendo salvo in extremis por uma chinesa que conhecera alguns dias antes. Durante algum tempo emprega-se como acompanhante de um idoso cego e paralítico, cujas memórias passa para o papel; estas memórias ocupam uma boa parte da obra. Após a morte do idoso, quando tudo parecia encaminhar-se para um futuro promissor, a vida de Fogg dá reviravoltas inesperadas, até que este se encontra só, sem dinheiro, na Califórnia, cabendo a leitor imaginar o que poderá ter acontecido a seguir.

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Invisible

Paul Auster gosta de escrever histórias tristes, o que não quer dizer que não sejam leituras empolgantes. Na primeira parte do livro o narrador é Martin Walker, que nos fala sobre um ano chave na sua vida, 1967. Mais tarde percebe-se que Martin está às portas da morte, na altura em que escreve, e a narrativa passa gradualmente para um seu amigo de juventude, que não vê há muitos anos.

Percebe-se então que Martin era um estudante brilhante e também um atleta, que tinha tudo para fazer uma carreira de grande sucesso no campo das letras, mas o ano de 1967 foi de tal modo significativo que ele acabou por fazer uma opção de vida diferente. Mesmo no fim do livro, a narrativa transita ainda para uma terceira pessoa, cujo contacto com Martin ocorreu apenas naquele ano fatídico.

A história não é completamente fechada porque, embora o leitor fique com uma ideia clara sobre os acontecimentos de 1967, ficam algumas pontas soltas a sugerir que talvez nem tudo se tenha passado exactamente como parece. A história é inteiramente verosímil e algo triste mas a leitura é compulsiva.

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Mr. Vertigo

Paul Auster não é verdadeiramente um dos meus autores preferidos mas escreve histórias interessantes, que se lêm com agrado, e esta não é excepção.

A história é narrada pelo próprio protagonista, como se fosse a sua autobiografia, desde um miúdo vadio das ruas de St. Louis até ao acto final de escrita deste livro, que ele deixa a um sobrinho para publicação póstuma. Walt, o protagonista, é apanhado nas ruas por um homem que transforma por completo a sua vida, levando-o a aprender a técnica da levitação e a dar espectáculos por toda a América; Walt passa a ser conhecido como o Rapaz Prodígio e tem multidões a assistir ao seu espectáculo. A levitação de Walt é real e não recorre a artifícios mas não dura para sempre.

Com o fim da levitação e o desaparecimento do seu tutor, Walt vê a sua vida dar vários trambolhões, passando por altos e baixos de grande amplitude. Walt acaba a escrever as suas memórias, em paz consigo próprio.

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