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Contra o Acordo Ortográfico

O Acordo Ortográfico, celebrado há mais de 20 anos, deveria entrar em vigor no início do próximo ano, mas pode ser que isso não aconteça, como noticia o Público. Pessoalmente sou bastante avesso ao AO e não tenciono modificar os meus hábitos de escrita. Não vejo necessidade de uniformizar a ortografia entre os vários PALOPs e julgo que a tentativa é vã, porque a evolução da língua continuará a ser divergente nos vários países.

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Portugueses descontentes com a democracia

justica
Um estudo da SEDES revela que os portugueses não confiam na justiça nem nos políticos, com excepção do Presidente da República. Para além disso, os portugueses estão também muito insatisfeitos com o funcionamento da democracia e com a própria democracia. É neste último ponto que divirjo da opinião geral, porque penso que “a democracia é o pior sistema político, tirando todos os outros”. É que, se a democracia é má a ausência dela é pior. Mas a memória é curta; a das pessoas e a dos povos.

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Maria João Pires deixa de ser portuguesa

foto01A notícia foi dada pela própria em entrevista à Antena 2. Está farta de levar pontapés e do desinteresse dos governos pelos seus projectos e resolve renunciar à nacionalidade portuguesa, trocando-a pela brasileira.

Tenho enorme admiração pela artista mas desconfio que foi sempre má administradora dos projectos em que se meteu, nomeadamente da Casa do ensino das Artes de Belgais. É verdade que a burocracia do nosso país pode ser desesperante, mas duvido que as condições para criar um projecto semelhante no Brasil sejam muito melhores. Por outro lado, não tenho dúvidas de que a nacionalidade portuguesa não constituiria qualquer impedimento para lançar projectos no Brasil. A troca de nacionalidade surge assim como uma vingança contra o país que, na sua opinião, não a merece.

Desejo-lhe as maiores felicidades, obviamente, mas acho uma atitude feia, que não lhe trará qualquer benefício. Ler mais.

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Cientistas portugueses regressem!

272905O Ministro de Ciência e Ensino Superior pediu aos cientistas portugueses que estão no estrangeiro para regressarem a Portugal e criarem as suas próprias oportunidades de trabalho.

Acho bem. Claro que o país teria muito a ganhar se cada um dos cientistas portugueses por esse mundo fora viesse para Portugal criar o seu próprio negócio. E os cientistas que teriam a ganhar com isso? Estão, regra geral, em instituições que lhes fornecem condições para se dedicarem às suas investigações e isso é muito mais apelativo do que um hipotético negócio para o qual não têm apetite nem vocação.

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Pobres mas felizes

De acordo com um estudo recente os portugueses têm, em média, um rendimento baixo, são dificilmente mobilizáveis para grandes projectos mas dizem-se felizes. A associação da felicidade à posse de bens ou a elevados rendimentos é um mito muito espalhado e completamente errado.

Faz parte da felicidade a necessidade de lutar por alguma coisa, associada ao prazer de conseguir ver frutos desses esforços. O mundo está cheio de ricos infelizes e ainda mais cheio de pobres felizes. A possibilidade de ter absolutamente tudo com um simples estalar de dedos deve dar uma sensação de vazio completamente insuportável; imagino eu, não tenho essa experiência.

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Mistificação

A propósito dos bons resultados obtidos pelos alunos nas provas de aferição, disse Maria de Lurdes Rodrigues: “São resultados positivos, na continuidade dos que se tem verificado nos últimos anos. Portanto, melhorias ligeiras daquilo que são as competências tanto em Língua Portuguesa como em Matemática”

A confusão feita pela senhora ministra é deliberada e revela má fé. Os resultados das provas não são uma medida directa das competências, desde logo porque dependem grandemente do grau de exigência das provas, mas também por diversos outros factores. Se não houvesse outros indicadores da falta de conhecimentos dos alunos até poderíamos regozijar-nos com os bons resultados. Mas a experiência do dia a dia, seja na escola seja fora dela, revela uma situação muito diferente, legitimando a suspeita de que as provas têm vindo a ser facilitadas gradualmente. De forma mais objectiva, sempre que os nossos alunos são testados em conjunto com os de outros países europeus revelam desempenhos no extremo inferior da tabela, confirmando que o seu nível de conhecimentos é bem inferior ao desejável.

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Locutores e reporteres

Com muita frequência, mas mesmo assim usando de um razoável nível de contenção, reclamo dos locutores e reporteres da rádio e televisão, pela falta de qualidade do discurso de muitos deles. Há muitas coisas de que me queixo, para já não falar de que não se documentam suficientemente sobre o assunto de reportagem.

Irrita-me o uso de “bengalas” para preencher os espaços em que pensam no que vão dizer a seguir. Na TSF, que ouço com frequência, cultiva-se a utilização do “aaaaa” e da gaguez para que o ouvinte nunca deixe e ouvir a voz do locutor, mesmo enquanto ele põe as ideias em ordem. Suporto mal os constantes atropelos à língua portuguesa, tanto na rádio como na televisão, e não gosto dos problemas de dicção que torna difícil a compreensão daquilo que é dito.

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