Tag Archives: Universidade do Minho

Pavimento anti-ruído

Desde há algum tempo que algumas rodovias de Braga dispõem de um pavimento onde os veículos produzem menor ruído de rolamento do que nos pavimentos convencionais. Este tipo de pavimento foi desenvolvido nos laboratórios da Universidade do Minho e, tanto quanto me posso aperceber visualmente, caracteriza-se por ser preto, em vez de acinzentado, como é habitual, e por na sua composição entrar uma gravilha com grãos de dimensão muito mais uniforme do que no pavimento convencional; a diferença de ruído quando passa um veículo é perfeitamente perceptível ao ouvido, sem necessidade de aparelhos de medida. Que me tenha apercebido, este pavimento foi aplicado na Av. J. Pulo II e na Av. Dr. António Palha.

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Barreiras destruidoras

As barreiras basculantes de acesso aos parques de estacionamento da Universidade do Minho, em Gualtar, têm vindo a provocar estragos em numerosas viaturas, sem que os serviços da Universidade assumam qualquer responsabilidade, acusando mesmo os condutores das viaturas danificadas de procedimento negligente. A mim também já me aconteceu mas os danos no carro foram mínimos, porque a barreira bateu numa zona particularmente resistente e estava protegida com borracha, o que nem sempre acontece.

É difícil perceber como é que a conduta negligente do condutor pode fazer a barreira descer sobre o seu carro; trata-se obviamente de um funcionamento deficiente do equipamento, ainda que esporádico. A Universidade tem estrita obrigação de indemnizar os condutores pelos estragos causados pelo mau funcionamento do equipamento, tanto mais que cobra o acesso aos parques de estacionamento.

O assunto veio à baila recentemente, porque houve alguém que resolveu protestar publicamente na rede interna e logo surgiram inúmeras pessoas a dizer que tinham sido vítimas de situações idênticas tendo, invariavelmente, os serviços afirmado que os equipamentos estavam a funcionar correctamente, pelo que teria havido conduta negligente.

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Vingança da natureza

Não vai durar muito, porque não tardará que venha um tractor para as enterrar, mas várias das árvores que levaram uma poda radical na Universidade do Minho deixaram semente na terra e os trincos despidos aparecem rodeados de pequenas plantas, nascidas há pouco. Devidamente seleccionadas estas novas árvores poderiam ajudar a minimizar os estragos que foram feitos, embora o mais provável seja mandarem uma máquina enterrar tudo a eito.

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Poda na Universidade do Minho – 2

Algumas árvores começam agora a rebentar timidamente e pode ser que,
passados alguns anos, voltem a ter um vigor semelhante ao que tinham, mas há dezenas que foram amputadas de tal maneira que possivelmente nunca recuperarão.

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Poda na Universidade do Minho


As árvores da Universidade do Minho estão a levar uma poda radical cuja utilidade não entendo. Que a Câmara Municipal faça podas deste género nas árvores das ruas ainda se entende, quando essas árvores prejudicam prédios ou a iluminação pública mas estas, que mal fazem as árvores altas? Não creio que a saúde das árvores saia beneficiada, não prejudicam ninguém e ficam muito mais bonitas quando crescem livremente.

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O gabinete que já não é meu

Tinha que acontecer algum dia; começar a arrumar o meu gabinete de trabalho para eventualmente o entregar. Estava habituado a ver as prateleiras cheias de livros, a secretária com vários montes de papeis e, dentro e em cima dos armários, pastas relativas a aulas, projectos de investigação, concursos, etc. O conteúdo das pastas foi para reciclar, os livros foram quase todos oferecidos à biblioteca e agora vejo prateleiras vazias, a secretária quase arrumada e deixei de me sentir em casa; dentro de alguns meses hei-de dar destino ao que ainda resta e entrego o gabinete que deixou de ser meu.

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Nobel da física

O prémio Nobel da Física foi atribuído a dois investigadores russos, Andre Geim e Konstantin Novoselov, que trabalham na Universidade de Manchester, em Inglaterra, pela descoberta do grafeno. Este prémio causa-me alguma emoção, porque fui espectador, à distância, deste descoberta. Se o material foi isolado em Inglaterra, os estudos teóricos que permitiram compreender as suas propriedades e prever aplicações foram feitos na Universidade do Minho, pelo meu colega Nuno Peres, e na Universidade do Porto, por João Lopes dos Santos, contando com a colaboração do estudante de doutoramento Eduardo Castro. Lembro-me bem das palestras em que o grafeno foi apresentado aos investigadores e alunos da Universidade do Minho e do entusiasmo com que Nuno Peres ou os seus convidados faziam essa apresentação.

O mais curioso do grafeno é que sempre existiu e sempre esteve próximo de nós. A grafite, que é usada nas minas dos lápis de escrever é constituída por camadas sobrepostas de grafeno, camadas que se separam com facilidade e que dão à grafite o seu aspecto frágil. Mas cada uma das camadas, com a espessura de um único átomo, não se pode separar mais e é um material com propriedades surpreendentes; a novidade trazida por Geim e Novoselov foi que essas camadas podem ser preparadas e têm existência estável.

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