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Loja chinesa no centro de Braga

Li hoje no Diário do Minho que há negociações para a venda do edifício onde funcionou O Nosso Café a um empresário chinês para instalação de uma loja de produtos chineses. Na mesma notícia, que não consigo localizar na edição online, apercebi-me do número e dimensão de lojas de produtos chineses que têm aparecido na cidade e à sua volta e fiquei impressionado.

O edifício em causa é em estilo arte nova e foi edificado para servir de garagem de reparação de automóveis, como se pode ler no site do Atellier Hannover 2000. A partir de 1950 sofreu grandes transformações interiores, para ser adaptado a café, e foi assim que eu o conheci quando me fixei em Braga. Mais tarde acolheu uma pizzaria e mudou de nome para Jolima; presentemente está fechado.

Embora não me pareça que a instalação de uma loja chinesa neste edifício seja um crime de lesa património, gostaria que ele tivesse melhor sorte.

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Prédio vai ser demolido

Rua dos ChãosNão é habitual eu falar da Câmara de Braga para dizer alguma coisa de bom, mas hoje é excepção. A Câmara decidiu expropriar e demolir o prédio em ruinas, na Rua dos Chãos, adjacente a outro que se encontra em obras e onde houve, há um ano, uma derrocada que matou três pessoas. Aparentemente o proprietário não tem dinheiro para fazer obras e está de acordo com a expropriação; tudo bem, portanto.

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Rua Nova de Santa Cruz

A Rua Nova de Santa Cruz, em Braga, é uma rua feia e com ar sujo; isto incomoda-me especialmente, porquanto passo por lá amiúde a pé. img155Na extremidade do lado de Gualtar, junto à universidade, há prédios recentes, com apartamentos alugados a estudantes, que têm, ao nível da rua, uma profusão de bares, cafés, serviços de fotocópias, de informática e todos os negócios dirigidos a estudantes.img156 Todas as paredes e colunas destes prédios estão forradas por cartazes em variado estado de decomposição, colados uns sobre os outros. img157De manhã acontece frequentemente o chão estar juncado de copos de plástico, garrafas de cerveja e até vomitado, despojos de refregas nocturnas. Funcionários municipais lá vêm recolher a maior parte desse lixo e mais tarde o aspecto é menos repugnante.

A rua desenvolve-se numa sequência que alterna casas abandonadas com construções mais modernas, sem qualquer lógica e com um aspecto geral de desordem. img154Os passeios são inicialmente de cimento cheio de remendos para passarem a lajes de granito, antigas mas desniveladas pelos carros que lhes pisam em cima. Sucedem-se as oficinas de automóveis, armazéns de vidro, vinhos e uma variedade de outras coisas, que são sempre motivo para veículos comerciais estacionarem com as rodas em cima do passeio.img158

Mais adiante há um jardim particular, sobreposto a um muro mais alto que uma pessoa, que passa despercebido a muita gente. O jardim está um bocado abandonado, mas sempre é uma mancha verde. img160

O Café Novo merece uma menção, porque à sua frente cheira a ranço, resultado do óleo de frituras que é despejado na rua e tem degradado o pavimento.

Já próximo da Rua da Fábrica fica a antiga fábrica de sabonetes Confiança, com os vidros quase todos partidos.


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Os Dinheiros de Mesquita Machado

 

Todo o texto deste comentário é constituído por citações devidamente identificadas.

Mesquita Machado

Mesquita Machado

Do Correio da Manhã de 14 de Fevereiro de 2009: 
34 contas: Dois milhões e meio em dez anos Depositos milionarios nas contas do autarca

A análise exaustiva às suas contas foi feita pela Polícia Judiciária do Porto, após denúncia do vereador do PP em finais de 1999, que levou a que fossem passadas a pente-fino 10 anos da vida bancária do autarca. Nas 34 contas que o presidente da câmara, a mulher e os filhos titulavam foram depositados mais de dois milhões e meio de euros. De onde veio parte desse dinheiro é uma incógnita já que, todos somados, os rendimentos declarados pouco ultrapassaram o milhão e meio.

Do Correio da Manhã de 15 de Fevereiro de 2009:

Ficou assim sem resposta uma das principais perguntas que os inúmeros relatórios da Polícia Judiciária faziam: haverá relação entre o licenciamento de obras concretas ou a sua adjudicação pelo município e o enriquecimento de Mesquita Machado ou dos seus familiares?

Do Portugal Diário de 19 de Fevereiro de 2009:

O Ministério Público do Tribunal de Braga arquivou, por falta de provas, um inquérito feito pela PJ/Porto ao autarca de Braga, Mesquita Machado e a nove outros vereadores e técnicos superiores do município, disse à Lusa fonte judicial.

Pacheco Pereira no Portugal Diário de 19 de Fevereiro de 2009:

«Não de pode enriquecer na vida pública com os salários, mesmo com as regalias, mesmo com uma gestão cuidadosa de salários que são mesmo assim acima dos de muitos portugueses, mas não são salários milionários. Dão para viver bem, mas não dão para enriquecer», frisou.

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Vale de Lamaçães

Braga é uma cidade com um urbanismo selvagem, de prédios sem graça, com inúmeros apartamentos desabitados. Custa a perceber como há investidores que continuam a construir habitações que ficam por vender, sendo a oferta largamente superior à procura.
O maior crime do urbanismo de Braga é, porventura, a construção no Vale de Lamaçães, que deveria ter sido preservado como espaço de fruição pública. Este processo tem-se desenvolvido nos últimos trinta anos e não parou. A mais recente machadada no Vale de Lamaçães é a construção do Instituto Internacional Ibérico de Nanotecnologia, no espaço anteriormente ocupado pela Bracalândia.

Instituto de Nanotecnologia

Instituto de Nanotecnologia

 

Campos de Jogos

Campos de Jogos

Junto ao Rio Este restam pouco mais do que os campos de jogos de relvado sintético e um passeio pedonal, mal cuidado mas ainda assim agradável. Aqui há mesmo alguns equipamentos de exercício físico de utilização livre.

Equipamentos

Equipamentos


Qual não foi a minha surpresa quando fui ao Media Markt a pé e descobri esta fonte com um lago, que não é visível para quem passa de carro. Nesta zona está quase pronto mais um monstro de vidros pretos, que ainda não sei o que será.
Media Markt

Media Markt

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