Posted on 30/11/2009 by José B. Almeida
Já lhe aconteceu ter vontade de assistir a uma peça de teatro, numa cidade estrangeira, e achar que não vale a pena porque não vai entender as falas dos actores? Em breve vai ter à disposição, na recepção, uns pequenos aparelhos que lhe vão fornecer a tradução na sua língua, em tempo real, como se se tratasse das legendas de um filme. Mais detalhes no site da Cambridge Consultants.
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Posted on 27/11/2009 by José B. Almeida

Nakheel
A economia mundial não pára de surpreender com notícias capazes de abalar os mercados por todo o mundo; quando se esperava que os mercados emergentes fossem o motor da retoma, foi a maior empresa do Dubai que pediu uma moratória para as suas dívidas, provocando quedas em todas as bolsas.
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Posted on 26/11/2009 by José B. Almeida
Mário Nogueira entende que o fim da divisão dos professores em duas classes não pode ter como contrapartida o estabelecimento de quotas de progressão entre escalões. A FENPROF defende uma progressão na carreira dependente apenas do mérito, independentemente dos custos financeiros, e o Governo não vai poder dar satisfação a essa pretensão, portanto o acordo não vai ser possível.
Penso, no entanto, que a FENPROF está muito longe de representar a classe dos professores e que a maioria destes concorda com uma avaliação consequente, desde que essencialmente baseada no desempenho da actividade pedagógica e expurgada das aberrações que colocavam professores menos qualificados a avaliar colegas com mais experiência ou qualificação.
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Posted on 25/11/2009 by José B. Almeida
Notícia TSF
O executivo norte-americano decidiu não assinar uma convenção internacional que proíbe as minas terrestres, revelou esta terça-feira o porta-voz do Departamento de Estado. Ian Kelly afirmou que a administração Obama acabou recentemente de reapreciar a questão e decidiu não mudar a política da administração Bush.
Não esperava isto da administração Obama; estou desiludido.
A lista dos países que ainda não assinaram a convenção está aqui.
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Posted on 24/11/2009 by José B. Almeida
Em Portugal registam-se cerca de 300 mortes fetais por ano, quer dizer, quase uma por dia, que não são notícia; são devidas a causas diversas, frequentemente desconhecidas, e são consideradas normais. Suponhamos agora que todas as grávidas tinham sido vacinadas contra a gripe A. Se tal acontecesse teríamos quase diariamente uma morte fetal na sequência da vacinação, o que não significaria nenhuma relação de causa-efeito entre as duas coisas. Porque razão hão-de passar a ser notícia estes casos? Apenas porque os media estão sempre apostados em provocar alarme?
Ler posição da Agência do Medicamento no Público.
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Posted on 23/11/2009 by José B. Almeida

Parque Eólico de Sines
Obviamente que todas as formas de geração de energia eléctrica têm custos mas penso que os geradores eólicos têm o mais baixo impacto ambiental entre todas as alternativas possíveis. A Quercus quer impedir a instalação de mais parque eólicos nas serras de Aire e Candeeiros; eu não estou de acordo. Julgo que os custos ambientais de que fala a Quercus estão sobrevalorizados relativamente ao benefício que se colhe desses parques.
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Posted on 23/11/2009 by José B. Almeida
Há umas semanas escrevi aqui que a solução para o problema da avaliação dos professores passava por encontrar um compromisso que permitisse a Governo e sindicatos salvar a face, quer dizer, que permitisse ao Governo dizer que se tratava de um aperfeiçoamento do modelo existente e aos sindicatos dizer que o modelo tinha sido suspenso.
Após a votação na AR, que permitiu fazer passar a proposta de recomendação do PSD, é isso que está a passar-se. O Governo insiste em que o modelo de avaliação não foi suspenso, porque o primeiro ciclo de avaliação vai ser levado até ao fim, mas mandou suspender os procedimentos relativos ao segundo ciclo. Os sindicatos podem dizer que o modelo foi suspenso porque, de facto, foi suspenso o segundo ciclo de avaliações, que deveria estar a iniciar-se, segundo os calendários estabelecidos.
Penso que os problemas surgiram apenas porque a anterior Ministra da Educação era uma pessoa prepotente, sem qualquer capacidade de diálogo, que entendeu hostilizar os professores desde o início do seu mandato. Antes de Maria de Lurdes Rodrigues a maioria dos professores não se revia nas posições dos sindicatos nem tinha espírito de classe. Os primeiros protestos foram manifestações convocadas por telemóvel mas, claro, quando se tratou de negociações só os sindicatos estavam legitimados para representar a classe. Tenho esperança de que, dentro de pouco tempo, a questão tenha desaparecido dos noticiários.
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Posted on 20/11/2009 by José B. Almeida

Li hoje no Diário do Minho que há negociações para a venda do edifício onde funcionou O Nosso Café a um empresário chinês para instalação de uma loja de produtos chineses. Na mesma notícia, que não consigo localizar na edição online, apercebi-me do número e dimensão de lojas de produtos chineses que têm aparecido na cidade e à sua volta e fiquei impressionado.
O edifício em causa é em estilo arte nova e foi edificado para servir de garagem de reparação de automóveis, como se pode ler no site do Atellier Hannover 2000. A partir de 1950 sofreu grandes transformações interiores, para ser adaptado a café, e foi assim que eu o conheci quando me fixei em Braga. Mais tarde acolheu uma pizzaria e mudou de nome para Jolima; presentemente está fechado.
Embora não me pareça que a instalação de uma loja chinesa neste edifício seja um crime de lesa património, gostaria que ele tivesse melhor sorte.
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Posted on 18/11/2009 by José B. Almeida
Esta novela de James Hilton foi escrita em 1933 mas tornou-se um sucesso depois da obra Goodbye, Mr. Chips que o autor escreveu no ano seguinte.
Nas montanhas do Tibete existe um vale de acesso extremamente difícil, onde as pessoas têm uma longevidade extraordinária, que vai bem para além dos 100 anos. Este vale é governado, de forma sábia, pelos lamas de um mosteiro colocado alto, na encosta escarpada, repositório de imenso saber, seja nos próprios lamas seja na extremamente rica biblioteca, com obras tanto orientais como ocidentais.
Em 1930, quatro pessoas, 3 ingleses e 1 americano, são raptadas na índia e transportadas de avião para as proximidades do vale, acabando o avião por despenhar-se, provocando a morte do piloto mas deixando incólumes os reféns, que acabam por ser conduzidos ao mosteiro, onde são acolhidos com grande cortesia. A saída revela-se praticamente impossível e, uns melhor do que outros, vão-se adaptando à situação.
A história é enquadrada por um prelúdio e um epílogo, através de encontros de amigos que conheciam um dos sequestrados.
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Posted on 17/11/2009 by José B. Almeida
O comentário de Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios é uma peça clarividente sobre o estado da justiça e do caso Face Oculta em particular. Diz ele que “No início, era o processo “Carril Dourado”, em que estava envolvido Manuel Godinho e a Refer, por suspeitas de roubo de material que dificilmente o pode ter sido sem pessoas “de dentro”. A investigação da Judiciária foi lenta mas foi bem feita, apanhando afinal uma teia de corrupção em várias empresas, quase todas do Estado: nasceu o caso “Face Oculta”, maior e mais tentacular que o primeiro.” Isto passou-se enquanto o processo se manteve em Aveiro; surpreendentemente não houve qualquer fuga de informação.
Logo que vieram para Lisboa as malfadadas certidões e se deu a detenção de Manuel Godinho “o problema escalou até se tornar auto-destrutivo. É incrível como uma investigação aparentemente tão bem feita como a da “Face Oculta”, com milhares de escutas, indícios, pormenores, dezenas de arguidos, entregue à Procuradoria como “basta levar ao forno”, cometeu erros crassos no final com o primeiro-ministro, o que ameaça descredibilizar, em ricochete, todo o processo.”
Como todos os portugueses aguardo para ver, com grande desconfiança quanto ao desfecho final.
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