Redes inteligentes e carros eléctricos

Hoje em dia está quase estabelecido que a viabilidade dos carros eléctricos exige uma alteração profunda das redes de distribuição de energia eléctrica, que permita que cada cliente seja simultaneamente consumidor e fornecedor. A questão resulta do facto de cada carro dispor de uma bateria que pode ser usada para fornecer energia à rede quando o carro está imobilizado; uma gestão eficaz desta capacidade de armazenamento permite menores sobrecargas nas centrais em alturas de picos de consumo, bem como o armazenamento de energia produzida por fontes renováveis, como o vento ou as marés.

Ler no Publico.

Carros eléctricos podem não ser ecológicos

Um carro 100% eléctrico não tem emissão de gases e, por isso, os fabricantes vêm proclamando que são carros totalmente ecológicos. Há materiais usados no fabrico de um carro eléctrico que não se usam nos carros com motor de combustão, nomeadamente no fabrico das baterias; quer o fabrico quer o eventual desmantelamento poderão, por isso, gerar mais poluição naqueles do que nestes.

Deixando de lado essa análise, a utilização de um carro eléctrico poderá induzir um aumento de emissões se a electricidade for gerada em centrais com emissões; o carro não produz emissões directas mas aumenta as emissões produzidas nas centrais. A somar a isto, a legislação actual permite que os fabricantes de carros eléctricos tenham créditos de CO2 para o fabrico de carros convencionais, pelo que, também por esta via, os carros eléctricos poderão não ser tão benéficos como se poderia pensar.

Ler no Público.

Foi apenas um soluço

Estou convencido de que aquilo que se passou nos últimos dias relativamente aos juros da dívida portuguesa e a consequente queda da bolsa, não foram mais do que um soluço. Alguns especuladores conseguem aproveitar estas ocasiões para fazer negócios lucrativos e, inevitavelmente, outros apostam nas alturas erradas e perdem.

Segundo dados da OCDE, referentes a Dezembro, a Grécia é o único país membro daquela organização que não está num processo de retoma económica e os indicadores para Portugal são mesmo melhores do que para alguns outros países; isto reforça a ideia de que se tratou apenas de um soluço.

Ler no Jornal de Negócios.

Assim é a política

No parlamento Britânico os deputados fazem despesas ilegítimas e fictícias, não documentadas porque a palavra de um membro do parlamento não se põe em dúvida; agora têm que devolver o dinheiro por ordem do tribunal.

No parlamento Italiano o partido do Sr. Berlusconi quer evitar que este tenha que responder em tribunal pelos crimes de que está acusado e faz aprovar uma lei que permite ao Presidente da República evitar comparecer no tribunal invocando compromissos de agenda, quaisquer que eles sejam.

Por cá é aquilo que nós não sabemos…

Frist among equals

O sistema eleitoral do Reino Unido funciona na base de círculos uni-nominais, designados constituencies. Cada círculo elege um único deputado, que é aquele que consegue maior número de votos; um partido pode ser 2º em todos os círculos e não elege nenhum deputado, enquanto outro partido que fique em 1º num único círculo elege esse deputado, independentemente do que aconteça no resto do país. Este sistema, altamente não-proporcional, tem contudo a vantagem de proporcional uma ligação forte entre os deputados e seus constituintes.

No romance de Jeffrey Archer seguimos o percurso de 4 deputados, eleitos pela primeira vez para o Parlamento simultaneamente, e ficamos a conhecer muitos dos meandros da política Britânica; Jeffrey Archer sabe do que fala, porque foi, ele próprio, deputado. Os golpes baixos e as traições, bem como promessas de benefícios a troco de votos são frequentes; as personalidades dos 4 protagonistas e as suas formas de estar são diferentes e nem todos fazem uso dos mesmos processos para alcançar os seus propósitos.

O romance foi escrito em 1984 mas a história desenrola-se num período que vai dos anos 60 até à década de 90, quer dizer, há uma primeira fase em que a história aparece ancorada em factos reais, com Primeiros Ministros e governos que existiram de facto, e uma segunda fase inteiramente especulativa. A primeira fase é francamente melhor do que a segunda e proporciona uma leitura empolgante. A última parte lê-se mais como um longo epílogo e é muito menos cativante.

O não-caso Mário Crespo

O dito Caso Mário Crespo não tem ponta por onde se lhe pegue. Parece que alguém lhe disse que ouviu o Sr. Primeiro Ministro referir-se à sua pessoa, em conversa particular, como “um caso que era preciso resolver”. Mário Crespo viu aí um furo para se armar em vítima de perseguição e tentou colocar na sua coluna no Jornal de Notícias um artigo sobre o assunto. O director do jornal não aceitou, porque tal artigo violava as regras editoriais do jornal. Claro que aí Mário Crespo sentiu-se ainda mais vítima e nasceu um caso.

Este caso não deveria ser caso nenhum e não deveria merecer a atenção da ERC. O Sr. Primeiro Ministro tem o direito de dizer o que quiser em conversas particulares, como qualquer outra pessoa, e é falta de educação estar a escutar as conversas do vizinho no restaurante, mesmo quando o vizinho é o Sr. Primeiro Ministro. Também me parece de mau gosto que um colunista de jornal, que tem a coluna para escrever sobre assuntos que interessam a todos os leitores, dentro de uma temática geral pré-definida, venha aproveitar esse espaço para tratar dos seus problemazinhos e das suas frustrações particulares.

É por isso que recuso os convites para aderir aos grupos de apoio a Mário Crespo que me chegam no Facebook.

Ler no Publico.

A dramatização do PS

Porque é que o PS se mostra irredutível na questão da lei das finanças regionais, com a oposição a fazer coro contra ele? Por duas razões: primeiro porque Alberto João Jardim é useiro e vezeiro em chantagens e não há pachorra para o aturar, segundo porque o PS sabe que o PSD não pode dar-se ao luxo de provocar uma crise governamental nesta altura, quer dizer, sabe que o PSD está mesmo obrigado a ceder.

Admito que o Presidente da República consiga insuflar algum bom senso nas cabeças dos dirigentes partidários mas é bem possível que não o consiga e todos teremos a perder com isso, mesmo que o PS acabe por sair beneficiado em eleições antecipadas.

Nas nuvens

É um filme divertido; tem várias situações que fazem aparecer um sorriso nos lábios do espectador. Para além disso, trata duas questões interessantes que são a de uma vida profissional passada sempre a viajar de avião e a da própria profissão, que consiste em executar a tarefa ingrata de despedir pessoal em empresas em reestruturação, poupando os administradores ao incómodo de comunicar aos seus funcionários que são redundantes.

Os mais e os menos fiáveis

No último número da revista Proteste aparecem os resultados de um inquérito com 22800 respostas, sobre a fiabilidade dos carros dos leitores. No inquérito perguntava-se quantas vezes o carro ficou imobilizado por avaria, qual o tipo de avarias, custos de manutenção, entre outras coisas. Finalmente perguntava-se se o proprietário de um modelo recomendava esse modelo aos amigos. Usando dados retirados do siite da DECO, os 10 modelos mais bem classificados em termos de fiabilidade foram

Posição Automóvel Fiabilidade
(até 100 pontos)
1 TOYOTA Yaris 1000 (4/2003 -> 11/2005) 97,1

2 HONDA Accord 2200 D (1/2003 -> 2/2006) 96,4

3 TOYOTA Yaris 1000 (2/1999 -> 3/2003) 94,1

4 TOYOTA Corolla 1400 (1/2002 -> 8/2004) 94,1

5 HONDA Jazz 1200 (11/2004 -> ) 93,3

6 DACIA Logan MCV 1500 D (3/2008 -> ) 93,1

7 PEUGEOT 207 1400 (4/2006 -> ) 93,0

8 VOLKSWAGEN Golf Plus 1900 D (3/2005 -> ) 92,9

9 MERCEDES Classe A 2000 D (10/2004 -> ) 92,9

10 FORD Fiesta 1400 D (10/2005 -> ) 92,6

Atendendo a que o Toyota Yaris aparece na 1ª e 3ª posições, por ter sofrido alterações em 2003, pode dizer-se que a 1ª posição pertence, ex aequo, ao Toyota Yaris 1000 e ao Honda Accord 2200 D.

Os 10 piores classificados, entre os 144 modelos considerados, são

Posição Automóvel Fiabilidade
(até 100 pontos)
135 VOLKSWAGEN Sharan 1900 D (6/2000 -> ) 79,8

136 RENAULT Mégane 1900 D (11/2002 -> 2/2006) 79,6

137 ALFA ROMEO 156 1900 D (9/2003 -> 9/2006) 79,1

138 RENAULT Mégane 1600 (11/2002 -> 2/2006) 78,8

139 FIAT Multipla 1900 D (11/1998 -> 10/2004) 78,3

140 RENAULT Grand Scenic 1500 D (4/2004 -> ) 78,2

141 MAZDA 5 2000 D (9/2005 -> ) 77,7

142 FIAT Croma 1900 D (9/2005 -> 12/2007) 77,2

143 RENAULT Espace 2200 D (10/2002 -> 4/2006) 75,5

144 CITROEN C4 Grand Picasso 2000 D (10/2006 -> ) 72,3

Em relação à pergunta se recomendaria o mesmo modelo aos amigos, 90% dos proprietários do Honda Accord afirmaram que sim e o mesmo disseram 89% dos proprietários do Toyota Yaris mais antigo e 67 % do mais recente.

Um ano, 10250 visitas

Este blog faz hoje um ano e tem mais de 10250 visitas, excluindo as minhas; não sei bem o que leva mais de 30 pessoas por dia a vir aqui mas sinto-me lisonjeado.