A Mansão Thurston

 Tinha lido há tempos “Segredos”, também de Danielle Steel, que foi um livro que me custou a levar até ao fim, tal a superficialidade de toda a história e dos seus personagens. “A Mansão Thurston” não custou tanto, apesar de estar recheado de mulheres maravilhosas e de homens excepcionais; também aparece um ou outro crápula mas tudo se passa num mundo em que os bons e maravilhosos acabam por triunfar e os de mau carácter perdem ou morrem. O final é cor de rosa, como se imagina.

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A Sombra do teu Sorriso

É um livro daqueles que se lêem de um fôlego. A história que nos conta Mary Higgins Clark roda em torno de um segredo de família, há muito detido por uma senhora de 82, que se encontra nos últimos dias de uma doença terminal. A eventual revelação do segredo irá prejudicar os interesses de gente bem instalada, por isso o fim da senhora deve ser apressado; isso, no entanto, revela-se insuficiente para assegurar que o segredo não é revelado e torna-se necessário eliminar outras pessoas, numa escalada que acaba por se descontrolar.

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Passeando em Guimarães

Guimarães é uma cidade onde apetece passear e tem melhorado nos últimos anos, havendo agora muitos prédios restaurados.

Rua de Camões

A Praça do Toural recuperou o chafariz que já lá tinha estado em tempos antigos e que ultimamente se encontrava em frente da Igreja do Carmo.

Toural

Desta vez a visita foi dedicada aos conventos de Santa Rosa de Lima e do Carmo; aqui fica uma selecção das fotografias que tirei mas há mais no Picasa.

Arco invertido do Convento de Sta. Rosa de Lima

Interior da igreja

Sanefa

Lar de Sta. Estefânia (convento do Carmo)

Caixa dos toques de incêndio

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Lar D. Pedro V

Deixo aqui algumas fotos de uma visita recente ao Lar D. Pedro V, na Av. Central, em Braga; tenho mais fotos no Picasa. Se lhe acontecer passar por lá e encontrar a porta da capela aberta, entre para admirar a perfeição das talhas.

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Éter dos tempos modernos

Este blog não se destina a comentários científicos mas não consigo evitar uma pequena referência à notícia que li no Público, “Criado maior mapa de sempre da matéria escura do Universo“, que começa assim: Os cientistas conseguiram produzir o maior e mais detalhado mapa da matéria escura do Universo, responsável pela maioria da matéria existente.

No século XIX os físicos debatiam-se com enormes dificuldades para explicar os fenómenos electromagnéticos e viam-se obrigados a postular a existência de algo, não propriamente uma substância, que permearia todo o espaço, a que chamaram éter electromagnético. Este éter teria propriedades extraordinárias, que não permitiam classificá-lo como substância e que chegavam, em certos casos a ser contraditórias, quer dizer, certas propriedades teriam que ser ligadas ou desligadas consoante as circunstâncias. Foi em 1864 que James Clerk Maxwell pôs ordem na casa, demonstrando que era possível, através de um conjunto de equações, explicar todos os fenómenos electromagnéticos sem recurso ao éter.

No século XXI postula-se um novo éter, também uma não substância, com propriedades irrealistas, para explicar observações astronómicas que os astrofísicos não conseguem, de facto explicar. Primeiro chamou-se a esta não substância “matéria escura” mas mais tarde foi necessário postular uma outra não substância, a que se chamou “energia escura”. Uma das características impressionantes destas “qualquer coisa escura” é que constituem 95% de tudo quanto há, estão por todo o lado, andamos através delas mas não as detectamos. Mas há outras propriedades, mais intrigantes ainda, que exigiriam uma exposição especilalizada.

Estou certo, com uma certeza que me vem de uma fé na ordem geral do Universo mas também de alguns indícios obtidos nos meus próprios estudos da física fundamental, que este novo éter cosmológico virá, um dia, a ser tornado obsoleto pro um conjunto de equações ao estilo das equações de Maxwell. Tenho alguma ideia de qual poderá ser a via para chegar às equações fundamentais da astrofísica, já escrevi alguns artigos sobre o assunto, mas não sou capaz de apresentar a solução definitiva; alguém o fará, um dia.

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O Cirurgião

Os crimes são praticados por um psicopata que guarda como troféu o útero das mulheres que mata, abrindo-lhes o abdómen ainda em vida e praticando, finalmente, um golpe fatal na garganta.

Aparentemente o criminoso, a quem a polícia chama “O Cirurgião”, persegue uma médica mas é um indivíduo extremamente meticuloso, que não deixa pistas; além disso julgava-se que este criminoso já tinha sido morto há dois anos, por esta mesma médica, aquando de uma anterior tentativa de assassínio.

A narrativa é empolgante e tem muitos detalhes do ponto de vista clínico, provavelmente porque a autora, Tess Gerritsen, é também licenciada em medicina. Uma das personagens do romance é a investigadora Rizzoli, protagonista da série televisiva Rizzoli and Isles.

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Science, revista de prestígio?

O jornal Público traz uma notícia intitulada “E os prémios da má ciência vão para…” em que são relatados vários casos de resultados de investigação fraudulentos ou não consolidados, todos eles com a característica comum de terem sido publicados na revista Science, a revista científica de maior prestígio em todo o mundo. O prestígio desta revista é tal que há vários investigadores a colocar como fim último da sua investigação conseguirem publicar nela um ou mais artigos; não que abertamente o admitam, mas torna-se óbvio pelas suas atitudes.

As revistas científicas de prestígio procuram assegurar a qualidade do material publicado submetendo os artigos que lhes são enviados à apreciação de especialistas da área, chamados pares. Este sistema não é uma garantia de qualidade, como se verifica pelos exemplos da notícia do Público e por muitos outros, que não chegam sequer aos mass media. Para além disso o sistema é altamente conservador, porque os pares só podem apreciar aquilo que conhecem, o que tende a relegar as ideias realmente inovadoras para revistas que ninguém lê ou mesmo a não serem publicadas de todo.

Infelizmente é esta a situação das publicações científicas e não só; o financiamento de projectos segue uma via idêntica de apreciação, que é conservador e não garante a qualidade daquilo que é financiado.

Editado: Um dos casos noticiado não foi ainda publicado pela revista Science porque está em discussão se poderá servir a terroristas.

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Dei-te o Melhor de Mim


“Dei-te o melhor de mim” é uma história de amor, como não poderia deixar de ser um romance de Nicholas Sparks. É uma história bonita de dois adolescentes que se amaram e se viram obrigados a seguir vidas separadas por pressões familiares e do meio. Muito mais tarde o funeral de um amigo comum volta a juntá-los e torna-se claro para ambos que o sentimento mútuo não tinha morrido com o decorrer dos anos.

Um final previsível seria que os dois construíssem uma vida em comum a partir desse reencontro mas Nicholas Sparks dá-nos uma história muito mais imaginativa e mantém-nos em suspenso até ao fim.

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O Terceiro Gémeo

O Terceiro Gémeo é um daqueles livros que não apetece largar, da primeira à última página. É difícil falar de um livro destes sem destapar a ponta do véu de mistério e da acção, que se desenrola do princípio ao fim; se pensar ler o livro e quiser manter toda a expectativa, talvez seja melhor não ler o que escrevi a seguir.

O livro explora a possibilidade de fertilização in vitro de múltiplas cópias de um único óvulo, sendo usado esperma do mesmo dador em todos os casos; dessa forma são produzidos embriões de gémeos verdadeiros, que são implantados em diferentes mulheres, sem que lhes tenha sido dito que se tornaram participantes involuntárias de uma experiência. Os gémeos desenvolvem-se separadamente, sem conhecimento uns dos outros, até aos 23 anos, altura em que um crime perpetrado por um deles vai dar origem a uma investigação que põe a nu o escândalo da experiência secreta.

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Não pagar as dívidas não é opção

Não entendo, de todo, como pode alguém, minimamente inteligente, defender que Portugal deixe de pagar a sua dívida externa, independentemente das justificações que sejam dadas. Já para não falar na quebra de compromissos assumidos por governos legítimos, portanto compromissos de toda a população, o efeito imediato de uma declaração de não pagamento fecharia imediatamente a torneira do crédito, o que significaria que o Estado deixaria de ter dinheiro para pagar fosse o que fosse: salários, hospitais, escolas, polícia, tribunais… Imediatamente a seguir seríamos forçados a sair do Euro e a voltar ao Escudo, profundamente desvalorizado, tornando muito mais caros todos os bens importados. Mas há mais.

Para comprar fosse o que fosse no exterior teríamos que fazer pagamento antecipado, por não termos crédito; os bens produzidos no país não sofreriam um encarecimento directo mas seriam afectados indirectamente, já que estão dependentes dos preços dos combustíveis e de muitas outras importações; as saídas de cidadãos para o estrangeiro tornar-se-iam não só caras como difíceis.

Uma saída do Euro é uma possibilidade, desde que seja programada e que o país respeite os seus compromissos internacionais, mas nunca de forma atabalhoada.

Já perceberam que isto vem a propósito das declarações do vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Pedro Nuno Santos, profundamente irresponsáveis e reveladoras de uma falta de qualidade da pessoa em causa, que a torna perfeitamente indigna do lugar que ocupa. Ainda gostava de ver os nossos parlamentares sujeitos a um exame de competências e conhecimentos, para perceber a miséria que por ali vai.

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