Tag Archives: João Aguiar

Lapedo

LapedoDesta vez João Aguiar  não nos ofereceu ficção mas sim o relato da descoberta do esqueleto do Menino do Lapedo, numa sepultura com 25 mil anos; são-nos relatadas as peripécias e acasos que permitiram recuperar este achado de grande importância arqueológica. Em linguagem simples, o autor explica como esta descoberta foi alterar algumas das convicções existentes sobre a evolução do homem e como toda essa questão continua a ser controversa.

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O Jardim das Delícias

Um dos melhores livros de João Aguiar, uma ficção sobre o que poderá ser a Europa em meados do século XXI. A União Europeia evoluiu para uma Federação Europeia, totalmente submetida às grandes regiões, Alemanha, França e Inglaterra, estas dependentes dos grandes conglomerados económicos. As nações deixaram de existir, transformadas em regiões que perderam quase toda a autonomia. Apesar disso vive-se em paz, apenas perturbada por rebentamentos de petardos aqui e ali, sem causar grandes estragos, aos quais ninguém parece dar importância.

Enquanto o Governo Federal, com o acordo dos Governos Regionais, prepara mais uma reestruturação, para, entre outras coisas, eliminar os antigos símbolos nacionais presentes nas bandeiras azuis de cada região, há um movimento subterrâneo, de integristas, que querem restaurar as nações. João Carlos é um jornalista atento, que sabe ler os sinais do que se está a passar às escondidas , está descontente com a Federação e com os integristas mas encontra-se no centro do turbilhão que se vai desencadear.

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O Homem sem Nome

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O Homem sem medo, de João Aguiar, é a história de um homem que atravessa o Grande Deserto para chegar à Terra dos Nómadas e daí passar aos países vizinhos. É um homem, poeta que canta de forma que deixa hipnotizada toda a assistência e que tem uma influência decisiva sobre as pessoas com quem contacta.

O livro é muito mais do que uma história, porque por detrás desta existe uma alegoria a regimes políticos e à situação geopolítica mundial. Através dos regimes políticos e sociais dos países imaginários atravessados pelo poeta, o autor faz uma análise crítica da sociedade dos nossos dias.

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Uma Deusa na Bruma

Uma Deusa na Bruma

João Aguiar volta aos tempos de Viriato, desta vez para nos contar uma história vivida nas povoações catrejas de Entre-Douro-e-Minho. O essencial da acção passa-se na povoação de Tarróbriga, nome inventado para a povoação que existiu no local do Castro de Tarroso, próximo da Póvoa do Varzim.

Os povos dos castros pré-romanos orientavam as suas vidas pelos ditames dos Deuses, os quais eram interpretados pelos augúrios e presságios, a que só alguns tinham acesso. Túrio é, desde que nasce, um rapaz diferente dos outros, com um ar frágil, certamente pouco vocacionado para a guerra e para a caça, mas é frequentemente visitado por Deuses, que falam pela sua boca mas não com a sua voz.

A importância de Túrio vem a ser reconhecida pelos Cpmpanheiros de Bandua, que se juntam a Viriato para combater os Romanos. A morte de Viriato, à traição, permite que os Romanos comecem a desbaratar os combatentes mal organizados da Lusitânia e, gradualmente, vão ocupando e destruindo todas as povoações por onde passam; Tarróbriga acaba também por ser incendiada. O Rio Lima, conhecido como o Rio do Esquecimento, deveria proporcionar uma última defesa contra os Romanos, porque não seria possível atravessá-lo sem conhecer os rituais propiciatórios; isto vem a revelar-se falso e o rio é atravessado sem dificuldade pelas tropas de Roma.

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A Encomendação das Almas

João Aguiar junta um empresário, farto da vida citadina e da família, e um jovem sonhador, por todos considerado tonto, e arranja forma de unir os seus destinos, fazendo uso das tradições e lendas populares e dos seres míticos que tudo comandam. As cento e poucas páginas lêem-se de um fôlego, com o prazer habitual conferido pelas obras deste autor falecido há dias.

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A morte de dois homens grandes

Ontem faleceram dois homens por quem tinha uma admiração especial: João Aguiar e João Resina Rodrigues. O primeiro era um dos meus autores preferidos; li vários dos seus livros, sempre com muito agrado, mas lembro aqui os dois romances históricos “A Voz dos Deuses” e “O Trono do Altíssimo” e a brincadeira que fez com “O Priorado do Cifrão”.

O Padre Resina Rodrigues teve uma grande influencia na minha formação, quando estudante no Intituto Superior Técnico, não só por ser um grande pensador da Física mas porque era também assistente espiritual e religioso da JUC. Tive várias conversas íntimas com ele e assisti a várias das suas palestras.

Que ambos descansem em paz.

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O Priorado Do Cifrão

 

O priorado do cifrão

O priorado do cifrão

Não é que eu queira armar-me em crítico literário, mas mesmo assim vou escrevendo algumas impressões sobre alguns livros que vou lendo; desta vez foi “O Priorado do Cifrão” de João Aguiar. Eu sou um apreciador do João Aguiar e admiro a versatilidade que este autor tem para escrever  romances de estilos diferentes; este não será o meu preferido, mas foi um livro que gostei de ler.

O título só funciona em português, porque é uma brincadeira com um Priorado de Simão, mencionado na obra fictícia “The Caravaggio Papers”, que se encontra no centro de toda a acção. Aquela obra fictícia lembra, por muitas das suas características e também pela extraordinária aceitação mundial, a outra obra, essa real, “O Código Da Vinci” de Dan Brown. Só que João Aguiar faz de The Caravaggio Papers a charneira de uma imensa campanha para dominar o mundo por via económica.

O livro é daqueles que se lêem de um fôlego e tem uma boa dose de assassínios e espionagem.

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